“Semana de Arte do Rio” – Miúda – Tamires Costa

Linguagem: Dança

Público alvo: Público jovem e adulto (a partir de 14 anos).

Resumo: Um antigo ponto de encantaria nos diz: “Uma é maior, outra é menor, a miúda é quem nos alumeia/ Pedrinha miudinha de Aruanda ê”. Os pontos cantados são parte do vasto corpo literário das culturas afro-ameríndias e o trecho citado fala do brilho das coisas pequenas – frequentemente ignoradas – que concentram mistérios e poderes profundos. É ela, a miúda, a que nos alumeia.

Motivada pela investigação sobre a “miudeza” como força política e espiritual, nasce MIÚDA, um espetáculo multilinguagem que parte das sabedorias encarnadas em manifestações da diáspora africana e indígenas do Brasil, bem como seus desdobramentos em danças da contemporaneidade. A cena se constrói com a presença das miçangas, um pequeno material associado à proteção, conexão e ao poder espiritual em diversas culturas ao redor do mundo, e escolhido para traduzir a imagem da pedrinha miúda. Se a pedra é matéria elementar — mineral, tempo geológico, pedaço de chão —, a miçanga é essa mesma pedra transformada pela mão, pela tradição e pelo encantamento.

Em MIÚDA dois performers dividem a cena: uma bailarina e um músico. Através desse encontro, música e dança reconstroem vínculos entre tradição e contemporaneidade.

Ficha Técnica:

CRIAÇÃO E EQUIPE ARTÍSTICA

Concepção, criação e direção: Tamires Costa

Cocriação: Pablo Carvalho e Thais Peixoto

Performance: Tamires Costa e Pablo Carvalho

Assistência de Direção: Thais Peixoto

Colaboração Artística: Isabela Peixoto

Iluminação: Taiña Miranda

Figurino: Thais Peixoto

Adereços e Cenografia: Tamires Costa

Contrarregragem: Thais Peixoto

PRODUÇÃO E TÉCNICA

Direção de Produção e Produção Executiva: Isabela Peixoto

Operação de Som: Isabela Peixoto

Operação de Luz: Taiña Miranda

Assistência de Figurino: Ernani Peixoto

Cenotécnico: Arnoldo Pereira de Souza

Cabelo: Ateliê Dandara

REGISTRO E COMUNICAÇÃO

Fotografia: Bruno Laet e Sissy Eiko

Filmagem: Bruno Laet, Felipe Araújo e Luq Gabriel

Design Gráfico: Vitor Moniz

REALIZAÇÃO

Apoio: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e Sala de Artes | Alice Ripoll

Patrocínio: Mosaico Rio — Edital de Cultura da Firjan SESI

Histórico da cia: Tamires Costa (1996) é artista da dança, performer, coreógrafa, pesquisadora e arte-educadora. Técnica em dança formada pela Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC) e licencianda em Dança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Amplia seu campo de experimentação a partir das cosmologias do Sul Global, articulandoreferências das danças afro-diaspóricas e indígenas, entre a Simbologia dos Orixás e o Passinho do Funk Carioca. Em sua prática multidisciplinar, partilha modos de abordar a dança através de metodologias que articulam princípios técnicos e ativações físico-afetivas, na crença da potência invocatória da dança e sua capacidade de conjurar forças, diluir contornos e abrir o corpo para habitar espaços radicais de sensibilidade e presença.

Tamires assina a concepção e direção dos espetáculos BALANÇO (Festival O Corpo Negro, 2024) e MIÚDA (Teatro Firjan SESI, 2025). Há 4 anos integra o elenco das companhias dirigidas por Alice Ripoll, com as quais realiza turnês pelo Brasil, Reino Unido, Europa e Ásia, explorando o diálogo entre o Passinho Foda, danças contemporâneas e urbanas. Colaborou, por 7 anos, com Marcela Levi e Lucia Russo na Improvável Produções, onde performou o solo Deixa Arder, circulando por festivais na Europa e América Latina.

Também colaborou com o camaronês Bouba Landrille e com a coreógrafa baiana Vera Passos.

Serviço:

Data: 17 de setembro de 2026

Horário: 20hs

Classificação: Livre

Duração: 45 minutos

Link para ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/125454

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