
Em celebração ao Dia Internacional da Dança, o Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro propõe uma programação que articula criação artística, reflexão e troca de saberes, reunindo artistas, estudantes e público em geral. A programação evidencia um recorte racializado ao destacar as criações dos artistas Tiago Oliveira, Samara Ka`arasá Potyguara e Potyra Krikati Guajajara, afirmando a dança como espaço de expressão, resistência e produção de conhecimento a partir de perspectivas afro-diaspóricas e originárias.
Cronograma de atividades – 29 de abril
- 11h – 12:30h: Performance Quem nos protege, se não nós? + bate-papo com Tiago Oliveira
- 15h – 17h: Conversas Originárias: Exibição de Documentário “Purasi Kutara Mira Irumu” com Samara Ka`arasá Potyguara e Coral com Potyra Guajajara

Título da apresentação: Quem nos protege, se não nós?
Linguagem: Dança
Público-alvo: Alunos da rede pública de ensino – anos finais
Resumo: Quem nos protege, se não nós? é um canteiro de obras: Areia, tijolos, baldes, entulho, vassoura e um pedreiro com uma roupa meio surrada e botas de plástico. Aos poucos a dança-performance vai girando em torno de uma ação principal, a construção de um abrigo, convocando, entretanto, outras ações que vão detalhando e enriquecendo o discurso da obra. O intérprete e coreógrafo Tiago Oliveira traz pra cena a tecnologia corpórea dos pedreiros, o jeito malandro de saber fazer uma dança de bater laje.
Ficha Técnica:
Igor Lopes – Direção Geral
Tiago Oliveira – Concepção e Interpretação
Thiago Piquet – Produção Executiva
Marcelo Souza – Coord. Técnico
Blen Alves – Montagem de Exposição
Histórico da Cia: As perspectivas coreográficas elaboradas por Tiago Oliveira têm contribuído para problematizar o racismo por meio da dança e têm revelado uma forma de organizar processos de pensamento, criação e ativismo político através do compartilhamento de dores historicamente forjadas que revelam os abusos, as violências, e as ausências do corpo preto no panorama dos protagonismos da vida social. Em seus 4 últimos trabalhos (Vira-Lata/2017; À margem/2019; Um estranho em mim/2020 e Água Mole em Pedra Dura/2022) essas perspectivas se apresentam de maneira bem enfática.
Cronograma de produção e pós-produção:
Montagem da exposição – 28/04, das 19h as 21h
Preparação para o espetáculo – 29/04, das 9:30 às 10:30
O projeto terá algum recurso de acessibilidade? SIM Qual? Libras
Serviço
• Data:29/04 • Horário: 11h • Classificação: Livre
• Duração: 40min • Informações: piquet.cultural@gmail.com
• Parceria: – • Preço: gratuito

Título: Conversas Originárias para mover sonhos possíveis…
Atividade – Documentário “Purasi Kutara Mira Irumu”
Linguagem: Cineclube e roda de conversa
Público-alvo:
Resumo: Exibição do documentário “Purasi Kutara Mira Irumu” – 2024. Realizado pelo povo Potyguara da Aldeia Mundo Novo, Ceará. Narração Purumã Wirawasu Potyguara. Documentário na língua indígena tupi – nheengatu, conta a história da resistência indígena no sertão através da dança, da memória, e da cosmopolítica em que corpo e território enraízam saberes que se mantém e se reorganizam para além dos tempos de apagamentos e genocídios.
Ficha Técnica:
Histórico da Cia: Samara Ka`arasá Potyguara é artista da cena que entre circula entre lugares e linguagens, tece um fazer artístico de encontro, ao transitar pelo teatro, audiovisual, arte manual e as demais multilinguagens presentes nos conhecimentos de matriz indígenas.
Duração: 10 minutos
Atividade – Coral e roda de conversa com Potyra Guajajara
Linguagem: Dança e interseções
Público-alvo: bailarino, professor, aluno, pesquisador, terapeutas, pessoas em geral interessadas no movimento e em culturas diversas.
Resumo: O Coral e a roda de conversas Originárias estará inserida no evento em homenagem ao Dia Mundial da Dança e no mês dedicado à reflexão sobre a importância dos povos originários do Brasil. Será um momento de troca, de reflexão e aprendizagem, de contactar com outras formas de existir e estar no mundo mais conectadas com o campo sensível, com a natureza e com outros seres vivos (humanos e não-humanos, visíveis e invisíveis). Para esse encontro-ritual contaremos com a participação de Potyra Guajajara e Samara Potiguara, lideranças femininas da Aldeia Marakanã.
Ficha Técnica:
Convidadas: Potyra Guajajara e Samara Potyguara
Mediação: Cláudia Petrina
Histórico da Cia: Potyra Krikati Guajajara é uma proeminente liderança indígena, tecelã e ativista da Aldeia Maraka’nà, localizada ao lado do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Atuante na defesa de territórios indígenas urbanos, ela promove o fortalecimento coletivo de mulheres, saberes ancestrais e resistência cultural
Serviço:
Data: 29 de abril
Horário: 15h
Local: Sala Multiuso
Classificação: Livre
Duração: 2h
Parceria: Aldeia Marakanã
Público esperado: 60 pessoas
Programação presencial e gratuita

