Linguagem: Dança
Público alvo: Pessoas interessadas em cultura, teatro,dança, debates sobre saúde mental da população negra, especialmente pessoas que ocupam o espaço dos CAPS e outros equipamentos de saúde mental.
Resumo: Cartas que não enviei é um projeto de escrita aos sentimentos. Uma performance protagonizada e escrita por Thais Ayomide, que traz inquietações sentidas pela população preta, e as estratégias que usamos para burlar/dançar com o Tempo. “Cartas” é um projeto de denúncia, que visa falar sobre genocídio da população negra, compreendendo como historicamente somos privados de sentir e pensar sobre nossas subjetividades, o movimento de materializar os sentimentos e escrever para eles, traz ao centro do debate como eles atravessam nosso corpo e nossa existência. Um espetáculo que tem duração de 50 min, com um diálogo híbrido (poesia, dança, audiovisual e atuação cênica), onde são encenadas/dançadas algumas cartas que também fazem parte da dissertação e são projetadas imagens/vídeos no corpo da atriz em cena. A montagem possui uma musicalidade produzida por Rodrigo Maré, que traz experimentações entre o tambor digital, o tambor orgânico e os sons do cotidiano.
Defesa da Dissertação: Cartas que não enviei é uma pesquisa que analisa como a memória marca corpos não hegemônicos, buscando quais memórias se corporificam de forma reincidente quando falamos de negritude, e como podemos entender na performance um lugar de reivindicação e de direito aos nossos corpos. Quais são os corpos que ocupam as calçadas e são constantemente encarcerados pelo sistema que dita quem vive e quem morre? O movimento em que mergulho, parte de corpos marginalizados e subjugados, que não se encaixam em uma norma eurocêntrica e que por isso suas existências são constantemente confrontadas, nos caberia o manicômio e a prisão? Quais os lugares socialmente possíveis para esses corpos e quais memórias eles trazem? Essas são perguntas que investigo nesta pesquisa, por meio da performance do movimento, da costura poética das narrativas e da análise das imagens que envolvem o corpo negro.
Ficha Técnica: Pesquisa, Criação e atuação : Thais Ayomide (Thais Cristina da Silva Ramalho)
Orientação: Prof. Doutora Katya Souza Gualter
Co-orientação: Ágatha Silvia Nogueira e Oliveira
Direção: Ágatha Silvia Nogueira e Oliveira e Thais Ayomide
Direção Musical: Rodrigo Maré
Direção de Movimento: Mumu (Alexsander Afonso Costa)
Dramaturgia: Thais Ayomide
Cenário: Rona Neves
Figurino: Julia Marques
Histórico da cia:
Memórias de Uma Maré Cheia
● Circulação Sesc Pulsar (2022)
● 1º Festival Entre lugares Virtual: 2ª melhor cena; melhor atuação para Thais Ayomide; melhor cenário para Rona Neves (2021)
● Festival 2ªBlack – online (2020)
● Mostra de Dança Teatro Angel Vianna – CCO (2020)
● Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – 2019
Serviço
Data: 8, 9 e 13 de novembro (13/11 apenas defesa de dissertação).
Horário: sábado às 19h e domingo às 18h. Quinta 13/11 às 17h
Classificação: 10 anos
Duração: 50 min
Público esperado: máximo 125 lugares (plateia)
