
Linguagem: Dança
Público alvo: 12 anos
Sinopse: Mover o Chão é o gesto coletivo que pulsa o projeto corpo lugar, onde o interesse da pesquisa fabula em terras baixadenses, numa investigação cênica que se constrói no encontro entre experiências e memórias dos espaços que os artistas pesquisadores residem. Os experimentos têm como ponto de partida as imagens, escritos, sons e movimentos que compõem novos mapas, que brotam do cheiro das laranjas, das veias dos rios que enchem e transbordam, das memórias Tupinambás que ainda ardem sob o asfalto. Aqui, artistas movem o chão, não como ponto fixo no mapa, mas pela confluência, revelando que a Baixada não é só caminho — é lugar sonhado, vivido e em constante transformação. Lugar onde a vida insiste em se reinventar.
E se o corpo for o próprio lugar em erupção? E se a memória for um fogo que não se apaga, mesmo quando a cidade cresce, amadurece, envelhece, morre? E se a gente fosse estes lugares?
Resumo: O espetáculo trata de uma investigação metodológica em torno da temática “corpo e lugar” que permeia quatro estímulos aplicados por meio de laboratórios: escrita, imagem, som e movimento. Junto aos estímulos a proposição “se” provoca o imaginário dos participantes, nos convocando a pensar: “E se a gente fosse estes lugares?”. Estas práticas são desdobramentos do trabalho desenvolvido em 2021 com jovens artistas de um único território: O Parque das Missões. Neste Segundo Estudo Sobre Corpo e Lugar acompanha uma questão central: como seria a aplicação desta metodologia com artistas de lugares diferentes? A partir desta questão, um coletivo de artistas residentes da Baixada Fluminense vem realizando encontros semanais desde agosto de 2023, em espaços culturais de Duque de Caxias e Nova Iguaçu para vivenciar não só a pesquisa, mas também a construção de composições a partir dos materiais experimentados, associando referências visuais, textos e conceitos que dialogam com o surgimento das questões, traçando pensamentos políticos, éticos, estéticos articulados aos modos de criação e produção, que se confundem com o processo de subjetividade dos participantes.
Ficha Técnica:
Criação e Diretor de Movimento: Bruno Alarcon
Direção Artística: Luiz Fernando Picanço
Coreografia: Bruno Alarcon e Canela Monteiro
Orientação Acadêmica: Adriana Shnneider Alcure
Dramaturgia: Kevin Magalhães e Vinicius Oliveira
Elenco: Felipe Agrippino, Kevin Magalhães, Mariane Araujo e Vinicius Oliveira
Criação e Direção Musical: Paulo Richard Ramos
Figurino: Elen Carva
Criação de Luz e Iluminadora: Nina Balbi
Operação de som: Bruno Alarcon
Social Media: Donna Dona
Realização: Alarcon Picanço Criações
Apoio: Programa de Pós-graduação em Artes da Cena da UFRJ, Gomeia Galpão Criativo e Videodança Produções
Histórico da cia:
Alarcon Picanço Criações é um encontro de dois sujeitos desejosos do fazer arte em suas múltiplas perspectivas – Bruno Alarcon e Luiz Fernando Picanço -. O território foi o que os impulsionou a fazer. Reuniram seus saberes, habilidades e competências para atuarem no território da Baixada Fluminense com o fazer Artes da Cena, potencializando produção & arte & cultura & educação. Produzimos performances, espetáculos de dança e teatro e produção audiovisual, inclusive vídeodanças. Atuantes desde 2016 com produções artísticas-culturais-educacionais independentes, Alarcon e Picanço Criações tem como foco, a pesquisa multilinguagem na Dança-Teatro, onde as produções envolvem profissionais da Baixada Fluminense, procurando dar visibilidade aos artistas que fomentam arte nestes territórios. Músicos, atores, dançarinos, produtores, cineastas independentes e conceituados nacional e internacionalmente, entre outros. Os trabalhos ganharam circularidade na Baixada Fluminense, na capital carioca e fora do estado.
Serviço
Data: 08, 09 e 10 de agosto de 2025
Horário: Sexta e Sábados às 19h e domingo às 18h
Classificação: 12 anos
Duração: 50min
Programação presencial
– Valor Ingresso: 20,00 inteira 10,00 meia entrada.

