Programação Loft e Hall do Teatro – agosto de 2025 – aniversário do Centro Coreográfico

Neste agosto, o Loft e o Hall do Teatro Angel Vianna se tornam território de presença, onde dança, imagem e palavra se entrelaçam para dar forma a outras narrativas possíveis.

01/08 – 20h | “Lágrimas Retintas”
09 e 10/08 | Mostra École de Danse KDias
29 a 31/08 | “O Nome Mais Belo do Medo”
30/07 até 31/08 | Exposição “MIMOVER – Masculinidade e Afetividade Preta”
Venha ocupar conosco esse espaço de escuta, presença e transbordamento.

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Título: Lágrimas Retintas 

Linguagem: Dança 

Público alvo: Público em geral 

Resumo: O corpo humano é composto em sua maioria por água. Agora, quais são as águas que compõe o corpo de um homem negro? 

Ouso dizer que são as águas de todas as lágrimas que não foram derramadas. As gotas de felicidade, tristeza, frustração são usadas para construir tijolos de melanina para sustentar um sistema que só evidencia a raiva, e usa esta para construir prisões. Reivindicando esse cenário Lágrimas Retintas quebra a represa das subjetividades impostas para nos apresentamos em nossas sensíveis multiplicidades. 

Ficha Técnica: 

Dramaturgia e Roteiro: Salasar Junior e Dandara Patroclo 

Direção: Salasar Junior 

Assistente de Direção: Dandara Patroclo 

Artistas Criadores: Zulu Gregório, Wagner Cria, Gian Saru e Pablo Carvalho Iluminador: Wladimir Alves 

Direção de Arte: Jessica Louzada ( Sapa Orelhuda) 

Gestão de Produção: Kirce Lima 

Produção: Fábio França 

Assistente de Produção: Ruan Peixoto 

Produção Executiva: Jacqueline da Silva 

Convidades da Roda de Conversa: Luan Gustavo, João Marcos Bigon e Gabriel Mediação da Roda de Conversa: Luana Bezerra 

Articuladora Cultural: Tais Almeida 

Apoio Clínico Artístico: Natasha Pasquini 

Acessibilidade: 

Ilustrador: Zulu Gregório 

Designer: Isabelle Czar 

Fotografia: GB 

Gestão de Comunicação e Mídias Sociais: Dandara Patroclo e Salasar Junior Coordenação de Projeto: Dandara Patroclo e Salasar Junior 

Realização: Debonde 

Histórico da cia: Da necessidade de criar e meter dança juntos pelas ruas, nasce o primeiro projeto desse bonde: “Debandada”. Que se concretizou em 2023 através do edital FOCA 2022 e inicia uma parceria com a produtora eLabore.kom, realizando 4 apresentações e 4 oficinas em diferentes zonas do Rio de Janeiro. Ainda no mesmo ano participou do Festival Panoraminha com o projeto “De Volta para a Base”, onde realizaram uma ação artístico pedagógica dentro de uma escola municipal com cerca de 30 alunos do ensino fundamental. No primeiro semestre de 2024, entram em circulação por diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro com a performance “Debandada”, realizando a oficina “De Volta pra Base” e nasce a residência artística “Olha o Bonde Passando” e a Roda de conversa “Griot”, através dos editais “O CORPO NEGRO” do SESC RIO e “APOIO À DANÇA – GIROS RJ” 2023. As ações totalizaram 8 apresentações, 3 rodas de conversa, 1 residência artística e 1 oficina dentro de uma escola municipal. Em julho de 2024 o bonde participou do Fetival MARCO ZERO em Brasília onde realizou suas ações performáticas e pedagógicas. Em Setembro o debonde ministrou uma palestra presencial, para membros da disciplina Intercâmbios e aprofundamentos do circuito da dança da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Outubro a performance DEBANDADA aconteceu no 27 FESTIVAL DE DANÇA DE RECIFE e novembro na primeira MOSTRA DE DANÇAS da CAM ( Centro de Artes da Maré). Com desdobramento da DEBANDADA o grupo realizou a performance ”EU NÃO VOU EMBORA” na MIOLO em novembro de 2024. Em 2025 a oficina – espetáculo Trocação aconteceu no Escuta Festival 5 do IMS no MUHCAB RJ e em Maio a DEBANDADA segue no CIRCUITO SESC DE ARTES SP passando por 9 cidades. 

Cronograma de produção e pós produção: 1 dia para produção / montagem e 1 dia para apresentação e desmontagem. 

O projeto terá algum recurso de acessibilidade?sim Qual?  Intérpretes de Libras 

Serviço 

Data: 01/08/2025 

Horário: 20h 

Classificação: 10 anos 

Duração: 50 minutos 

Informações: 

Parceria: Citrus 

Programação Gratuita

Título: Mostra de Dança École de Danse KDias

Linguagem: Dança

Público alvo: familiares e amigos de alunas

Resumo: A École de Danse Kdias apresenta sua Mostra de Dança 2025, um espetáculo que une tradição e inovação por meio da arte do movimento. No palco, variações clássicas do balé encontram coreografias contemporâneas repletas de sensibilidade e vigor. A noite também será marcada por um elegante defilé com a participação de todas as turmas da escola, celebrando o trabalho coletivo, o crescimento artístico e a paixão pela dança.

Ficha Técnica: 

Direção Geral:
Karina Dias

Coordenação:
Grégory Pinheiro

Coreografias:
Professores e Coreógrafos da École de Danse Kdias

Ensaiadoras:
Karina Dias; Ana Clara Lyra; Gabriela Mendes; Grégory Pinheiro; e Manoela Leopoldino;

Iluminação:
Gabriela Mendes

Sonoplastia e Trilha Sonora:
Grégory Pinheiro e Gabriela Mendes

Produção:
École de Danse Kdias

Comunicação e Design Gráfico:
Milena Kushen

Serviço

Data: 09 e 10/08

Horário: sábado às 18h e domingo às 19h

Classificação: Livre

Duração: 1h

Público esperado: 60 pessoas Loft

Programação presencial

Valor Ingresso:  40,00 

Título: O Nome Mais Belo do Medo (loft)

Linguagem: Dança 

Público alvo: mulheres e demais interessados 

Resumo: Uma dança para resistir a paralisia do medo. Um corpo em trânsito, que não se contém em nenhuma forma. Este é um solo de dança que tem como chão a certeza de que não há dança a sós. Tecido entre Portugal e Brasil, a peça incorpora deslocamentos e comunicações entre territórios e temporalidades em sua poética. Entre o corpóreo e o imaterial, no emaranhado entre o que foi e o que está por vir. Como a dança continua, quando há tanto medo no ar? Que parte do medo convida a mover? 

Ficha Técnica: 

Concepção e Performance SOFIA Ó 

Dramaturgia DUDA MAIA 

Trilha sonora e sonoplastia RAUL MISTURADA 

Apoio à criação SOFIA NEUPARTH | CRISTINA VILHENA 

Cenografia e figurino ANDRÉ CORTEZ 

Desenho de luz original LÍGIA CHAIM 

Imagens NADJA KOUCHI (fotos divulgação) RAFAEL BLANCO FRYDMAN (projeções), PATI BLACK e ESSER ERZUM (registro em foto), PEDRO IVO CARVALHO (registro em vídeo e teaser) 

Design gráfico DRIKA PRATES 

Apoio FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN | C.E.M – CENTRO EM MOVIMENTO | CIA. VAGALUM TUM TUM 

Parceiros COBOGÓ ATELIÊ DE ARTE | TEATRO ÁGORA | CASA QUINTAL DE ARTES CÊNICAS 

Histórico da cia: Sofia Ó (São Paulo, Brasil, 1991). É Bacharel em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2012, BR) e Mestre em Ciências Sociais (área de concentração: Antropologia) pela mesma Universidade (2015). Tem formação em balé clássico (RAD, Estúdio Cisne Negro,1999-2007, BR), e formação livre em dança contemporânea junto ao Estúdio Oito Nova Dança (2014-17, BR) e c.e.m – centro em movimento (2017/18, Portugal). Foi investigadora associada ao Núcleo de Sociabilidade Libertária do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP (2010-17, BR), e no Projeto Temático Ecopolítica, da FAPESP (2010-2015, BR). Foi arte-educadora no Museu da Cultura (2010-11, BR) e na Bienal de São Paulo (2012, BR); Tutora de Sociologia da Universidade Paulista (2015-17, BR). Orienta práticas de dança e grupos de estudos decoloniais no c.e.m – centro em movimento (2022-atual, PT). Foi artista convidada no Projeto Trip*é (Mindelact, Instituto Camões, 2023, Cabo Verde). Autora de Teatro de Dança Galpão: experimentações em dança e práticas de resistência na ditadura civil-militar (Ed. Prismas, 2016, BR), e co-autora (responsável pela área de dança) na coleção Ser Protagonista: Linguagens e Suas Tecnologias (coord. Eliana Pougy), (PNLD-2021) (SM Educação, 2021, BR). Como bailarina, trabalhou com o coreógrafo João Pirahy (2009-11, BR,), e Cia. Oito Nova Dança (BR, 2015). Colaborou com a criação nas peças BOCA FALA TROPA, de Gio Lourenço (PT, 2023), e #5BOCHIZAMI, de Flávia Gusmão (PT, 2023). Diretora Artística do filme TUDO COMEÇA QUANDO EXPLODE, audiovisual do álbum homônimo (PT/BR, 2021), e do álbum Pangaré (PT/BR 2024), de Raul Misturada. Criou, interpretou e dirigiu as videodanças Risco (2017) e Cartas Adidas (2020), a instalação Escavação (2018), o espetáculo O Nome Mais Belo do Medo (2022) e a peça de dança em trânsito Paragem: Passagem (2023). Contemplada com a Bolsa Jovens Criadores (Centro Nacional de Cultura, 2018, PT). 

Serviço 

Data: 29, 30 e 31/08/2025 

Horário: sexta e sábado às 18h, domingo às 17h 

Classificação: 14 

Duração: 45 

Público esperado: 60 

Programação presencial 

Valor Ingresso: R$ 20 inteira, R$ 10 meia 

Título: Exposição MIMOVER – MASCULINIDADE E AFETIVIDADE PRETA 

Linguagem: Arte Visual

Público alvo: Público em geral

RESUMO: Será que, se nós homens fôssemos ensinados a demonstrar nossos afetos e sentimentos, seríamos ainda assim potencializadores de guerra? Por que o afeto é condicionado apenas para o feminino? Essas e outras questões permeiam a construção de “MIMOVER – MASCULINIDADE E AFETIVIDADE PRETA”, do artista visual, autor e dançarino-fotógrafo, Wagner Cria. 

A exposição fotodançada visa expandir o olhar para mostrar e demonstrar gestos de afetividade entre homens ao fundir movimento e imagem, a obra constrói um “terceiro corpo” híbrido, revelando novas formas de existir, sentir e expressar a experiência preta.

Com isso, visa também, incentivar a reflexão da importância e da valorização dos afetos como condutor da transformação das relações, corroborando para um novo olhar de mundo.

Apresentação por Wagner Cria A escolha do tema condutor vem da vivência de ser homem preto, filho de uma mulher preta que gerou apenas homens. O afeto foi uma construção diária, pois,

muito se espera que socialmente homens em especial homens pretos, com os traços e estruturas comuns do estereótipo no imaginário social de pretos, não sejamos potencializadores de afeto, pelo contrário, corpos pretos são em maior escala projetados a agir/receber violência.

Como eu nasci nesse ambiente onde o afeto entre homens, irmãos, sempre foi muito incentivado, fui me tornando um homem que se permite chorar, emotivo, sensível ao todo, com presença conectada, não de forma romântica, me refiro a um lugar de conexão, da estrutura que acolhe.

Na rua, quando somos expostos a dinâmicas de violência, somos endurecidos, e adoecemos. Homens são ensinados que há limites para expressões de carinho entre si. Qualquer demonstração de afeto, seja através de abraços ou beijos, são questionados, principalmente no que diz respeito à sexualidade. Com isso são legitimados a serem ridicularizados e agredidos.

As fotosdançadas visam expandir o olhar para mostrar e demonstrar gestos de afetividade entre homens. Com isso, visa também, incentivar a reflexão da importância e da valorização dos afetos como condutor da transformação das relações, corroborando para um novo olhar de mundo.

Nesse sentido, MIMOVER – MASCULINIDADE E AFETIVIDADE PRETA é uma exposição fotodançada que discorre sobre o processo de construção do artista visual, autor e  dançarino-fotógrafo, Wagner Cria. Narra sobre a experiência durante a sua trajetória antes, durante e o resultado da pesquisa com a dança e a fotografia caminhando juntas, na academia no curso de Bacharelado em Dança na UFRJ, e fora dela. Fazendo dessas linguagens um meio de comunicação e formação do artista-criador. Conduzindo uma investigação dos possíveis fazeres artísticos a partir do diálogo entre a dança e a fotografia com um tema condutor, afetividade entre homens pretos.

A obras aqui expostas só são possíveis pela relação entre o dançarino-fotógrafo e dois dançarinos: Daniel de Oliveira e Zulu Gregório, ambos homens negros retintos, apresentam o resultado das investigações feitas onde se entende o corpo como protagonista. Evidenciando a potência artística da fusão das vertentes, dança e fotografia criando um terceiro corpo, o híbrido.

Este projeto é mais uma realização do DeBonde e conta com a parceria firmada, já a 3 anos, com a produtora Elabore.Kom para cuidar e executar essa proposta.

MINI BIOGRAFIA DO ARTISTA:

Wagner Cria, Artista, Preto, Favelado, Pesquisador em Dança e Fotografia. Cria da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, formado em Bacharelado em Dança na UFRJ, atuando na cena artística desde 2002, inicialmente com grafite e logo em seguida com Dança, Teatro, Música, Circo e Fotografia. Envereda nos Saberes Ancestrais e Danças Populares Brasileiras. É Integrante em coletivos artísticos como BONDE DO JACK, KUBATA NGOLA, AFRO FELLA e DEBONDE. Nessa jornada já se apresentou no Brasil e em outros países. Assim segue movendo sensibilizando e sendo sensibilizado com interesse no diálogo artístico sobre as diversas questões que surgiram e surgem ao longo do existir e também as possibilidades de ser através das questões que o atravessam.

CLASSIFICAÇÃO: Livre

FICHA TÉCNICA:

Artista Visual: Wagner Cria

Intérpretes:

Daniel de Oliveira

Maria de Lourdes

Wagner Cria

Zulu Gregório

Preparação Corporal:

Wagner Cria e Lilian da Terra

Iluminação:

Lilian Corrêa

Coordenação de Projeto: Dandara Patroclo e Salasar Junior

Direção de Produção: Kirce Lima

Coordenação de Produção: Fábio França

Produtor Executivo: Ruan Peixoto

Gestão Administrativa: Jacqueline da Silva e Antonia Rodrigues

Designer: Isa Czar

Assessoria de Imprensa: Alessandra Costa

Agradecimentos:

Roberto Eizemberg

Hugo Oliveira

Aline Teixeira

Xandy Carvalho

Ao curso de Bacharelado em Dança da UFRJ

Realização: Debonde

Produção: eLabore.Kom

Apoio: CCO

Histórico da cia: Da necessidade de criar e meter dança juntos pelas ruas, nasce o primeiro projeto desse bonde: “Debandada”. Que se concretizou em 2023 através do edital FOCA 2022 e inicia uma parceria com a produtora eLabore.kom, realizando 4 apresentações e 4 oficinas em diferentes zonas do Rio de Janeiro. Ainda no mesmo ano participou do Festival Panoraminha com o projeto “De Volta para a Base”, onde realizaram uma ação artístico pedagógica dentro de uma escola municipal com cerca de 30 alunos do ensino fundamental.

No primeiro semestre de 2024, entram em circulação por diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro com a performance “Debandada”, realizando a oficina “De Volta pra Base” e nasce a residência artística “Olha o Bonde Passando” e a Roda de conversa “Griot”, através dos editais “O CORPO NEGRO” do SESC RIO e “APOIO À DANÇA – GIROS RJ” 2023. As ações totalizaram 8 apresentações, 3 rodas de conversa, 1 residência artística e 1 oficina dentro de uma escola municipal. Em julho de 2024 o bonde participou do Fetival MARCO ZERO em Brasília onde realizou suas ações performáticas e pedagógicas. Em Setembro o debonde ministrou uma palestra presencial, para membros da disciplina Intercâmbios e aprofundamentos do circuito da dança da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Outubro a performance DEBANDADA aconteceu no 27 FESTIVAL DE DANÇA DE RECIFE e novembro na primeira MOSTRA DE DANÇAS da CAM ( Centro de Artes da Maré).

Com desdobramento da DEBANDADA o grupo realizou a performance ”EU NÃO VOU EMBORA” na MIOLO em novembro de 2024. Em 2025 a oficina – espetáculo Trocação aconteceu no Escuta Festival 5 do IMS no MUHCAB RJ e em Maio a DEBANDADA segue no CIRCUITO SESC DE ARTES SP passando por 9 cidades.

O projeto terá algum recurso de acessibilidade? Qual? Sim. Intérpretes de Libras

Serviço

Data: 30/07/2025 até 31/08/2025

Horário: terça a sábado das 10h às 21:30 e domingo das 10h às 20h

Classificação: Livre

Duração: 1 mês

Parceria: Citrus

Local: Hall do Teatro Angel Vianna

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