Linguagem: Dança
Público alvo: jovens, crianças e adultos
Resumo: A obra “CURU-MIM” revisita o significado da palavra VIVÁ (forte como a natureza, em tupi) e se inspira na história do “encantado” Caboclinho da mata virgem (um ser que traz consigo o poder de cura e proteção às crianças). Com direção e idealização de Carlos Fontinelle, e a consultoria da indígena Adriana Korã (indígena Kariri-Sapuyá de Jequié-BA – Doutoranda em Antropologia) o roteiro do espetáculo é uma narrativa dramática de dança contemporânea que aborda temas como: preservação da flora, fauna nativa e o meio ambiente no Brasil, incentiva a reflexão do olhar para a diversidade e a Cultura Indígena que aguça ainda, a responsabilidade social e o pertencimento do ser no planeta na abordagem lúdica e poética aos ensinamentos da ancestralidade indígena através do movimento. Em CURU-MIM, somos convidados a conhecer um pouco mais sobre a rica – e quiçá pouco valorizada – herança que recebemos dos povos nativos, especialmente no que diz respeito aos costumes, linguagem e ensinamentos de como cuidam das terras, seu território e de sua ancestralidade. Através de um jogo coreográfico interpretativo sensível e instigante, Carlos Fontinelle nos desafia a revisitar a cultura indígena através da contemporaneidade para além da herança colonizadora, carrega em si uma ampla gama de vocábulos, dança, música e identidades oriundos do indígena brasileiro. Tendo esse universo como ponto de partida para o desenvolvimento da coreografia e dramaturgia do espetáculo, o criador constroi poesias que abordam temas importantes como, por exemplo, a preservação da flora e da fauna nativa ou a construção das cidades e suas consequências no meio ambiente. A obra segue a narrativa dançada livremente inspirada na história do “encantado” indiozinho Caboclinho da Mata Virgem, filho da Jurema, que na cultura indígena, os Encantados são seres que trazem consigo o poder de cura. Os povos não acreditam que um Encantado tenha sido alguém que morreu, e sim que se transformou em ser espiritual. Então, em uma tribo, quando alguém alcança um grau muito alto de sabedoria, antes do momento da sua morte, ele encanta. O espetáculo o Cu-rumim, trará em cena a história de um ancestral indígena infantil que é muito importante para algumas etnias indígenas e também para algumas religiões afro-brasileiras. O evento pode contribuir para dar visibilidade ao modo de ser e ver o mundo dos povos indígenas que historicamente foram invisibilizados e apagados. Nesse sentido, o Caboclinho da Mata Virgem além de representar os nossos encantados indígenas, ainda retrata o cenário de nossas crianças indígenas que sofrem nesse país o genocídio, o etnocídio, o glotocídio, a fome e as demais mazelas que acometem nossos povos. Sendo a mata seu habitat natural, sua morada encantada, Caboclinho da Mata nos alerta sobre a importância em preservarmos a Mãe Terra viva, bem como todos os seres que nela vivem, pois sem eles não existiremos. O cenário e os figurinos são reproduzidos a partir de materiais recicláveis, utilizando o conceito da moda sustentável e do lixo zero.
Ficha Técnica:
Idealização, Direção Geral e Coreografia: Carlos Fontinelle
Roteiro e Consultoria Indígena: Adriana Korã
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Assessoria de Imprensa: Claudia Bueno
Direção de Produção: Fontinelle Criações Artísticas
Direção de Imagens e Marketing Digital: André Adami
Bailarinos/Intérpretes: VIVÁ CIA DE DANÇA
Crédito das Fotos: André Adami
Histórico da cia: A VIVÁ CIA DE DANÇA estreou no cenário em 2012, apresentando uma identidade mais concisa, defendendo novos conceitos de movimento e estética. Apresentado na premiação dos NOVOS COREÓGRAFOS da Cidade do Rio de Janeiro – Edital da Prefeitura/RJ, o espetáculo FLORES marca o início de um novo tempo de produções. Hoje com um repertório variado, a VIVÁ segue sua trajetória circulando com seus trabalhos no cenário da dança entre outras mostras, e curtas temporadas; nas Intervenções Artísticas Urbanas – levando a dança a lugares inusitados do cotidiano da cidade. A Cia desenvolve 03 tipos de Programas de montagens de espetáculos: “PROGRAMAS EDUCATIVOS – PROGRAMA I” foram pensados, construídos e direcionados especialmente a jovens estudantes em especial, sugere uma educação transdisciplinar, trazendo conteúdo das salas de aula para o palco de forma ilustrativa e lúdica. No segundo, “PROGRAMA ADULTO-PROGRAMA II” desenvolve-se num perfil criativo do processo experimental voltado para o público adulto, criando uma “conversação dançada” da linha contemporânea com outras técnicas em artes cênicas e concepções através de sinopses conceituais. E o “PROGRAMA III – “INTERVENÇÃO ARTÍSTICA URBANA” com o foco na democratização do acesso a Arte, realiza processos de pesquisa para desenvolvimento de performance de espetáculos em lugares alternativos, quebrando as quatro paredes do caixa cênica.
*Vivá – A origem do nome Vivá é Indígena. Significa: Forte como a natureza.
Repertório de espetáculos da Cia: Flores (2012) Pé de Cachimbo (2014) Sobre as ondas do mar (2014) Aquarela Carioca (2015) História das estrelas (2016) Fina Camada (2016) Fosse (2018) Os Mambembes (2019) Entre Solos & Canções (2021) Curu-MIM (2022)
PRÊMIOS:
· Contemplado com o CURU-MIM no edital de Cultura SESC PULSAR/RJ 2023/24;
· Contemplado no EDITAL DA SMC – “Zonas da Cultura/Madureira” com espetáculo CURU-MIM, 2023;
· Contemplado no Edital do MINISTÉRIO DA CULTURA DO BRASIL, para deleação de dança região Sudete no MICA 2023 (Mercado Industrial e Economia Criativa na Argentina), 2023;
· Contemplado no Edital SESI SÃO PAULO – “Viagem Teatral” com espetáculo Pé de Cachimbo para Centro Cultural FIESP e cidades;
· Contemplado no edital ZONAS CULTURAIS, 2023, prefeitura do Rio de Janeiro com espetáculo CURU-MIM;
· Contemplado no Edital IBERESCENA 2022 – Programa de apoio e co-produção de paises iberos americanos, com o Projeto MOVIRIO FESTIVAL 2022;
· Indicado no Rio Web Fest (maior festival de websérie do mundo), com a websérie “Outonos” como melhor serie e videoarte;
· Contemplado como o projeto “MOVIRIO FESTIVAL – EDIÇÃO 21”, no edital da Secretaria do Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, 2020; · Contemplado no prêmio Ondas da Cultura, 2020, no video dança “Boca do Mar”;
· Contemplado como o projeto “VIVÁ O MOVIMENTO”, no edital da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, 2020.
· Contemplado no Festival UP com o vídeo “Chuva Fina” do instituto Ekloon – edital de ações digitais – em 2020;
· Contemplado no Edital Digital: “CULTURA PRESENTE NAS REDES” da Secretaria do Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro com o Projeto 3×4 – séries de vídeo dança, agosto/2020;
· Contemplado no Edital Digital: “FICA NA REDE MANINHO” da Secretaria de Cultura do Amazonas no Lote 2 e Lote 3 com os espetáculos Pé de Cachimbo e Sobre as Ondas do Mar, maço e abril/2020;
· Prêmio “ARTE- ESCOLA Territórios Sociais” com a oficina Corpo Brinquedo da Cia Vivá realizado pela Secretaria de Cultura do RJ em parceria com a Secretaria de Educação do RJ, Abril/2018;
· MENÇÃO HONROSA pela Qualidade do espetáculo dança-teatro com o espetáculo “PÉ DE CACHIMBO” no 10º. Prêmio Zilka Salaberry, em 2017;
· HOMENAGEM ESPECIAL ao Mérito e Honraria como Artista Amazonense em prol à nossa cultura/educação, concedida pelo Governo do Estado do Amazonas e Secretaria de Cultura do Amazonas, em 2017. http://www.sededomovimento.art Avenida Paulo de Frontin, 698 – Rio de Janeiro/RJ
· Contemplado no EDITAL FOMENTO CIDADE OLÍMPICA 2016 da Secretaria Municipal do Rio de Janeiro como Idealizador, diretor e coreografo no espetáculo de dança contemporânea “Pé de Cachimbo” com a Vivá Cia de Dança;
· Edital de Ocupação no Teatro Glaucio Gill – em 2016 com os espetáculos “Pé de Cachimbo” e 2018 e “Sobre as Ondas do Mar” – Secretaria de Cultura do RJ e Governo do RJ;
· Indicação para o PRÊMIO CBTIJ DE TEATRO PARA CRIANÇAS como coreografo do musical infantil “O Corcunda de Notre Dame”;
· PRÊMIO NOVOS COREÓGRAFOS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO – Idealizador e o Coreógrafo do Espetáculo Premiado “FLORES” em 2012, com a Vivá Cia de Dança;
Link do espetáculo: https://youtu.be/mzWbwFq9080?si=fdICK0QIEtlRBt24
Serviço
Data: 08 e 09 de junho (sábado e domingo )
Horário: sábado às 19h / Domingo às 18h
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos
Informações:
Parceria: Sede do Movimento e SESC Rio
Programação presencial
– Valor Ingresso:
40,00 (inteira)
20,00 (meia)
15,00 (ingresso amigo)
15,00 (ingresso social)
Gratuidade (convidados e/ou parcerias com ONGS/ Escolas publicas)
