Hoje começa a edição comemorativa de 20 anos do Festival Dança em Foco ocupando vários espaços do Centro Coreográfico! Você que frequenta o CCo ou que está passando por perto não pode deixar de prestigiar as atividades permanentes do Festival como a MIV – Mostra Internacional de Videodança. O link do site do Festival está na bio para que você se programe para oficinas, minicursos, espetáculos, conversas e muitas outras atividades do Festival!
Título: “Eu não sou só eu em mim” | Cena 11 | Festival Dança em Foco
Linguagem: Dança
Público alvo: Geral
Resumo: “Eu não sou só eu em mim” propõe um contraponto anarco-coreográfico sobre o conceito de “Povo Brasileiro” na obra de Darcy Ribeiro. Anarco Coreografia com o objetivo de horizontalizar hierarquias entre linguagem e comportamento. No corpo do Cena 11, dançar é um campo de conhecimento composto pela articulação entre a força da gravidade e os músculos, ossos e emoções. Uma dança proposta como um ecossistema algorítmico, modulando as relações entre alteridade, identidade, comportamento, e linguagem para a transdução em dança e coreografia.
Ficha Técnica: Cia Cena 11
Concepção, Direção e Coreografia: Alejandro Ahmed
Criação, coreografia e performance: Alejandro Ahmed, Aline Blasius, Ana Clara Pocai, Bibi Vieira, DG Fabulloso, Diego de los Campos, Gal Freire, João Peralta, Karin Serafin, Malu Rabelo, Natascha Zacheo, Vitor Hamamoto
Operação e Criações em vídeo e som: Alejandro Ahmed, Diego de los Campos e João Peralta
Direção Técnica: Grupo Cena 11
Assistente de direção: Karin Serafin
Interlocução para iluminação: Irani Apolinário
Trilha sonora: Tálamo . K
“Variações sobre tema de Ligeti para piano”: João Peralta
Figurinista: Karin Serafin
Assistência de direção de movimento: Aline Blasius
Direção de Produção: Karin Serafin
Assistência de Produção: Malu Rabelo
Criação e programação de objetos, instrumentos, e mecanismos para cena: Diego de los Campos
Comitê Teórico-Prático: Ana Maria Rabelo Gomes, Fabiana Dultra Britto, José Fernando Peixoto
de Azevedo, Leonarda Glück
Fotografias: João Peralta e Karin Serafin
Tradução: Marcos Morgado
Difusão nacional: Gabi Gonçalves – Corpo Rastreado
Apoio para elaboração de projetos: EPEC-Capacitação e serviços para empreendedores criativos
Sede e preparação técnica: Jurerê Sports Center (JUSC)
Agradecimentos: Adilso Machado, Andrea Druck, Beto Propheta, Bia Mattar, Eduardo Serafin, Ledícias de la Madre, Marcos Morgado, Nelci Vieira, Norma Adó, Paloma Bianchi e Paulo Pierin Luz.
Histórico da cia: O Grupo Cena 11 atua desde 1993 como companhia de pesquisa e amparado na continuidade de elenco e aprofundamento artístico no Brasil, propondo-se um ponto de estabilidade na tecnologia do movimento. Dirigido por Alejandro Ahmed, busca resistir às estruturas que reforçam os processos de extinção dos modos de produção coletivos. Cria diálogos, abre caminhos e fomenta perspectivas junto às novas gerações das artes da presença.
Serviço
Data: sábado, 09 de dezembro de 2023
Horário: 19h30
Classificação: 14 anos
Duração: 50’
Programação presencial
– Valor Ingresso: gratuito
Título: “PULSO” | Cia Gelmini | Dança em Foco
Linguagem: Dança
Público alvo: Geral
Resumo: Pulso é um espetáculo que desloca representações à medida que o bailarino em cena e o bailarino em tela se atravessam entre gestos e consciências, produzindo estados de presença entre o bruto e o tempo em suspensão.
A pulsação, a menor e mais constante unidade de ritmo, talvez a mais indescritível para a montagem de um filme e de corpos em movimento.
Quando se trata da redução do ritmo, poderia ser o pulso que nos conecta ao momento presente, que nos permite escutar nossos corpos e compreender nossa vulnerabilidade como uma forma de potência?
Ficha Técnica: Companhia Gelmini
Direção: Gustavo Gelmini
Com Renato Cruz em cena e Paulo Caldas na tela
about:blank
Coreografia: Gustavo Gelmini e Renato Cruz
Pesquisa de movimento em tela: Paulo Caldas
Música: Bruno Speranza-Martagão e Charlie-Antonie Hurgel
Desenho de Luz: Tanguy Gauchet
Cinegrafista: David Leão
Fotografia: Mauricio Maia e Rodrigo Buas
Comunicação: Lola Marciano
Direção de Produção: Cacau Gondomar e Gustavo Gelmini
Realização: Cia Gelmini
Coprodução: dança em foco e Théâtre de l’Opprimé
Parceria: Cia Híbrida
Agradecimentos: Rui Frati, Luna Ornellas, Steffi Vigio, Gil Santos, Diego Dantas, Viviane Follador e Paulo Marques.
Histórico da cia:
“Pulso” é o sexto espetáculo da companhia Gelmini e terceira parceria com a Cia Híbrida / Renato Cruz, depois de “Espaço Tempo Movimento” (2016) e “Toque” (2017). A Cia Gelmini iniciou sua pesquisa em residência no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e realizou residências no Le Centquatre- Paris, Cité Internationale des Arts e Théâtre de l’Opprimé.
Seu trabalho se baseia na relação entre dança, teatro do movimento, cinema e em uma visão documental do indivíduo. Também se debruça na relação filosófica do Tempo e nas tensões entre vulnerabilidade e potência.
Renato Cruz
Dirige a Companhia Híbrida, que desenvolve uma pesquisa singular misturando diferentes linguagens artísticas, tais como as danças Urbanas, a dança contemporânea a linguagem teatral. Como diretor e coreógrafo, recebeu diversos prêmios, entre eles, Funarte, O Boticário e Iberescena. É diretor artístico do Arena Híbrida Hip Hop Festival, evento estadual com 13 edições. Seus espetáculos estiveram na lista de melhores espetáculos durante seis anos pelo jornal O Globo de 2014 a 2019, exibidos no Brasil e em diversos países. Foi artista residente no Centquatre-Paris em 2017 e 2018 e no La Villette em 2019. Renato Cruz é mestre em Artes Cênicas e doutorando pela UNIRIO.
Serviço
Data: sexta, 15 de dezembro de 2023
Horário: 19h30
Classificação: 14 anos
Duração: 40 min
Programação presencial
– Valor Ingresso: gratuito
about:blank
Título: “Take a Deep Breath / TAKE 1” | Jorge Garcia Cia de Dança | Dança em Foco
Linguagem: Dança
Público alvo: Geral
Resumo: O argumento do trabalho dirigido por Jorge Garcia reflete as relações que cada intérprete
estabelece com seus pares e com o espaço, extrapolando os limites do que é ou não é cena. Nesse processo, busca-se fazer do próprio labor cotidiano a construção de uma obra, onde as imagens construídas transitam dentro de um grande espectro de sentidos. O espetáculo é filmado pelos intérpretes e transmitido em tempo real, dando ao público a chance de acompanhar múltiplas perspectivas e planos de um mesmo acontecimento, e se relacionar como receptor ativo com as ações que se desenvolvem ao seu redor.
Histórico da Cia:
Duração: 50 min
Classificação: 16 anos
Ficha Técnica:
Direção geral: Jorge Garcia
Assistência de coreografia: Irupé Sarmiento
Interpretação: Dani Moraes, Felipe Teixeira, Irupé Sarmiento, Jorge Garcia, Karen Marçal e Mariana Molinos
about:blank
T : É “O”
Design de Luz: Jorge Garcia, Ari Buccioni (in memoriam) e Rossana Boccia
Operação de Luz: Rossana Boccia
Técnico audiovisual: Flavio M. Silva
Captação/Edição e finalização de vídeo: Pri Magalhães
Design Gráfico: Sonaly Macedo
Mídias Sociais: Juliana Vinagre
Registro em Foto: Leandro Moraes, Silvia Machado e Giorgio Donofrio
Assessoria de Imprensa: Elaine Calux
Produção: Cristiane Klein (Dionísio Produção)
Serviço
Data: sábado, 16 de dezembro de 2023
Horário: 19h30
Classificação: 14 anos
Duração: 50’
Informações:
Parceria:
Público esperado:
Programação presencial
Valor Ingresso: gratuito
Atividade: Mostra de videodança e Instalações – informações abaixo
about:blank
Linguagem: Dança
Público alvo: Entrada Livre – haverá um monitor em cada sala
Cronograma de produção e pós produção: montagem dia 05/12 e desmontagem dia 17/12
após a última sessão da MIV
O projeto terá algum recurso de acessibilidade? Não, mas haverá um programa da MIV com áudio-descrição e libras que será apresentado em diversos horários conforme a programação.
A programação dos vídeos será acessada no site http://www.dancaemfoco.com.br.
Classificação: Livre
Duração: todos os dias do festival
Público esperado: (responder com a capacidade máxima do espaço pautado).
Sala multiuso: máximo 60 lugares cada
Galeria: máximo 30 lugares cada, necessárias cadeiras
Programação presencial
– Valor Ingresso: gratuito
ENTRADA SEM INGRESSOS e lista de presença
• MIV – MOSTRA INTERNACIONAL DE VIDEODANÇA
about:blank
Galeria, Mezanino do 3o andar, de 06 a 17/12/2023, 3a a sábado, das 10h às 21h30; domingo, das 10h às 20h.
* As exibições serão interrompidas durante a realização das conversas e espetáculos.
Nesta edição comemorativa, a MIV tem curadoria e programação de Beatriz Cerbino, David Leão, Leonel Brum, Paulo Caldas e Sarah Ferreira.
Cerca de cem obras foram selecionadas a partir de convocatória internacional que recebeu mais de mil inscrições. Participaram de sua pré-seleção os integrantes do projeto Midiadança (UFC) Aihady Sandmy,
Gabs Aquino, Matheus Carneiro, Matheus Costa e Sâmya de Lima.
A MIV exibirá também mostras on tour dos festivais VideodanzaBA, Imarp, Fivrs, Quadro por Danza, Sans
Souci e D’Olhar; e o programa especial “Biscoito Carioca”, com uma seleção de obras produzidas por
realizadores da cidade do Rio de Janeiro.
Além de promover a difusão de obras de realizadores/as e temas ligados aos movimentos afro-diaspóricos
e LGBTQIAP+ em sua programação, a MIV, como importante ação de acessibilidade, inclui um programa
especial de videodanças com obras que contam com áudio-descrição e libras, produzido pelo projeto
Midiadança da UFC – Universidade Federal do Ceará.
Nos dias 6 a 17 de dezembro, o público do Centro Coreográfico do Rio de Janeiro poderá assistir a mais de
XXX horas de obras de videodança em XXX horas de exibição.
A programação dos vídeos será acessada no site http://www.dancaemfoco.com.br.
• INSTALAÇÕES
Sala Multiuso no 3o andar, de 06 a 17/12/2023, 3a a sábado, das 10h às 21h30; domingo, das 10h às 20h.
Monólogo de Dois de Celina Portella
* Intervenção Coreográfica ao vivo em frente à instalação na Sala Multiuso: dias 06, 08, 13 e 15/12, às 18h15.
Buscando uma transversalidade entre diferentes linguagens e integrando suas experiências em dança, cena, artes plásticas e vídeo, Celina Portella e Fernanda Más propõem um questionamento sobre a representação do corpo e o automatismo cotidiano.
As performers apresentam uma frase coreográfica de caminhadas, baseada na movimentação cotidiana, muitas vezes autômata, de pessoas que habitam e transitam em meios urbanos. Elas repetem ininterruptamente idas e voltas, criando uma relação espacial ritmada como em um looping contínuo. A duplicação dos corpos e seus efeitos ilusórios, ora ao vivo, ora em vídeo, colocam lado a lado o real e o
about:blank
virtual e jogam com a percepção do espectador.
A intervenção coreográfica dura 10 minutos e apresenta uma mesma movimentação em diferentes contextos, dissolvendo as fronteiras entre obra, espaço, público, performance e imagem.
Celina Portella trabalha com artes plásticas e dança, investigando questões sobre a representação do corpo a partir do vídeo e da fotografia. Estabelecendo diálogos entre arquitetura, cinema, performance, intervenções urbanas e, mais recentemente, escultura. Como bailarina e co-criadora, trabalhou com os coreógrafos Lia Rodrigues e João Saldanha. Estudou design na PUC-Rio, se formou em artes plásticas na Université Paris VIII e estuda atualmente Artes do corpo na PUC-SP.
Fernanda Más atriz, circense e performer, pesquisa palhaçaria, teatro físico e dança, foi integrante do espetáculo “O”, do Cirque du Soleil e integrou a Intrépida Trupe. É formada em Educação Física e Pós-graduada pela Faculdade Angel Vianna em Preparação Corporal nas
Artes Cênicas. Realizou a direção de movimento de diversas peças Atualmente faz parte do elenco do trabalho vAiVéM contemplado pela Lei Aldir Blanc RJ, Retomada Cultural 2020 e do coletivo de artistas circenses MÃO.
Delirar o Racial de Davi Pontes e Wallace Ferreira
about:blank
“Delirar o racial” uma imagem para pensar espacialidade sem as ficções formais de espaço e tempo partir da relação entre o racial e o não-local, os artistas Davi Pontes e Wallace Ferreira coreografam um experimento artístico, efetivamente democrático e inclusivo, que pensa a diferença sem separabilidade e que oferece uma equação para pensar o espaço tempo como descritores de tudo que existe neste mundo.
O efeito é uma obra experimental, com uma série de ações que lidam com a incerteza, a desordem e o provisório para pensar uma ética fora do tempo para vidas negras.
Davi Pontes é artista, coreógrafo e pesquisador. Formado em Artes pela Universidade Federal Fluminense e Mestre em Artes (Estudos Contemporâneos das Artes) da mesma instituição. Estudou na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo ESMAE (Porto, Portugal). Desde 2016 tem apresentado o seu trabalho em galerias de arte e festivais nacionais e Internacionais. Dirigiu o filme Delirar o racial em parceria com o artista Wallace Ferreira, obra comissionada pelo Programa Pivô Satélite, em 2021.
Wallace Ferreira (RJ) é graduando em Dança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Constrói estratégias e coreografa ações para escapar das representações. Através de práticas indisciplinares suas criações provocam acidentes entre diversas linguagens, como dança, teatro, performance e artes visuais, investindo na percepção de si como um caminho possível de sonhos musculares. Movido pelos desafios de tensionar o presente, desde 2017 tem apresentado seus trabalhos em galerias de arte, festivais nacionais e internacionais como Pivô Satélite, Festival Panorama, ArtRio, Exposição Presença e HOA ART.
about:blank
Série Sitiado: Tríptico de Paulo Caldas e Allan Diniz
O arame farpado – e sua associação a uma delimitação brutal e autoritária do espaço – pode ser visto, mais ou menos frequentemente, em todas as regiões de nossas cidades. Também as redes laminadas, as
concertinas e as cercas elétricas, para além de demarcarem terrenos e territórios, insistem e evocam uma violência iminente, uma paisagem de ameaça tornada cotidiana. O espaço extramuros se deprecia como
espaço propriamente público, pois é tomado como hostil, intensificando processos de privatização das vidas reconhecíveis em muitas cidades contemporâneas. Ocupar as ruas das cidades, especialmente como Fortaleza, implica perturbar aquilo que nosso urbanismo e nossa arquitetura (im)põem como distribuição e circulação dos corpos; implica inventar e aventurar poética e politicamente outras coreografias urbanas.
O coreógrafo Paulo Caldas é graduado em Filosofia, doutor em Educação e professor dos cursos de Dança da Universidade Federal do Ceará. Sua produção envolve espetáculos, instalações e videodanças.
Coorganizou livros sobre videodança e dramaturgia da dança e é diretor do dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança.
about:blank
Allan Diniz é artista audiovisual, fotógrafo e jornalista; Mestre em Comunicação – Fotografia e Audiovisual (UFC-Brasil), especialista em Linguagens e Mídias Digitais (Uni7-Brasil) com graduação em Comunicação (Unifor-Brasil). Atua internacionalmente como profissional freelancer conectando as áreas da comunicação, artes e tecnologia por meio de trabalho e pesquisa em audiovisual e fotografia.
Atividade: Oficinas e Minicursos – informações abaixo
Linguagem: Dança
• OFICINAS
Videodanza-Minuto com Silvina Szperling (Argentina)
Loft, 2o andar, 05 a 08 de dezembro – 10h às 13h
O videominuto ou cineminuto é um gênero que combina clareza conceitual, domínio dos materiais e tecnologias utilizadas, capacidade de colaboração em equipe e, por que não, uma grande dose de diversão e flexibilidade. Esta oficina, ao combinar as possibilidades da videodança com as do vídeo ou cineminuto, colocará em jogo a possibilidade de os participantes jogarem com os elementos disponíveis (corpos, movimentos, locações, histórias imaginadas ou reais) e condensar a experiência numa curta peça a se realizar ao longo da oficina. A partir da exibição e da discussão de exemplos históricos e contemporâneos de videodança-minuto, os participantes realizarão uma série de exercícios que levarão à realização de um videodança-minuto em pequenos grupos de colaboração.
Silvina Szperling é fundadora e diretora, desde 1995, do Festival Internacional VideoDanzaBA (www.VideoDanzaBA.com.ar), membro fundador do Circuito Videodanza MERCOSUR, do Foro Latinoamericano de Videodanza e da REDIV (Red Iberoamericana de Videodanza – https://rediv.org/).
Szperling é pioneira do gênero videodanza em seu país com sua obra Temblor (1993, Premio “Mejor Edición”, da Secretaría de Cultura de la Nación e parte da coleção de dança da New York Public Library no Lincoln Center). Escreveu artigos comissionados UCLA para o livro “Envisioning Dance On Film And Video”, assim como Rumos Itaú Cultural. Co-organizadora do livro “Terpsícore en ceros y unos. Ensayos de Videodanza” (primeira publicação sobre este campo no idioma espanhol).
Videodança – Exercícios tecno-poéticos para composição com Carmen Luz (RJ)
Loft, 2o andar, 12 a 15 de dezembro – 10h às 13h
Oficina prática e especulativa destinada a profissionais de dança e audiovisual com experiência na realização de videodança. A partir do visionamento de obras consagradas, bem como a interpretação e/ou apropriação de seus conceitos, será proposto aos participantes a divisão em 4 equipes formadas por técnicos e artistas com vistas à experimentação, à criação e à realização de novas coreografias para a tela.
Carmen Luz nasceu e mora na cidade do Rio de Janeiro. É realizadora audiovisual, curadora e artista da dança atuante no cinema-documentário, nas artes cênicas e nas artes visuais. Trabalha também profissionalmente nos campos da pesquisa, ensino, reflexão, dramaturgia e consultoria. Possui reconhecido desempenho na gestão pública de equipamentos culturais e projetos socioculturais e educativos. As políticas da memória e a centralidade do racismo na cultura ocidental constituem as bases de sua pesquisa artística e teórica. Suas obras, realizadas e veiculadas em diversos meios e suportes, abordam imaginários e práticas subalternizadas, especialmente de mulheres, homens e jovens afrodescendentes.
• MINICURSOS
Breviário de composição com Alexandre Veras (CE) e Paulo Caldas (CE/RJ)
Loft, 2o andar, 05 e 06 de dezembro – 14h às 18h
Propõem uma série de aproximações ao universo da composição tomada aqui em sua acepção mais básica, de aproximar, dispor, montar coisas. Coisas que podem ser objetos, imagens, sons, palavras. Algumas dessas aproximações serão mais teóricas, tentando apresentar e construir ferramentas conceituais que possam nos ajudar a operar o pensamento em meio a essa brincadeira, outras serão exercícios e proposições para compor com coisas.
Alexandre Veras vem desenvolvendo uma série de trabalhos de borda juntando cinema, artes visuais, instalações sonoras, dança e traquitanas. Realizou alguns filmes entre documentário, vídeo-dança e curtas experimentais, ficção e alguns trabalhos de instalação.
Paulo Caldas é Coreógrafo, doutor em Educação e professor dos cursos de Dança da UFCE. Sua produção artística envolve espetáculos, instalações e videodanças e já foi apresentada em diversos festivais no Brasil e no exterior. Co-organizou livros pioneiros sobre videodança e dramaturgia da dança, e é diretor artístico do dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança.
Poéticas de dança para a tela com Leonel Brum (RJ) e Lilian Graça (BA)
Loft, 2o andar, 07 e 08 de dezembro – 14h às 18h
Minicurso direcionado à reflexão e experimentação acerca da criação de dança para a tela, tendo como perspectiva aspectos teóricos de sua produção, assim como suas formulações estéticas e práticas no sentido da relação entre corpo, movimento e tela. Introdução aos conceitos possíveis da videodança.
Recorte da produção da videodança no Brasil e no mundo a partir de seus antecedentes históricos e na contemporaneidade. Introdução aos estudos da percepção na videodança apoiada nos conceitos da empatia estética, cognição situada, corpo fílmico, imersão e visualidade háptica.
Leonel Brum é diretor artístico do dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança. É doutor em Artes Visuais pela UFRJ, professor dos cursos de dança do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Midiadança: Laboratório de Dança e Multimídia, da UFC.
Também atuou como coordenador da equipe brasileira do projeto TEPe: Technologically Expanded Performance, uma parceria da UFC, com a Ulisboa, Portugal. É membro do Conselho Consultivo da REDIV – Rede Ibero-americana de Videodança. Atuou como bailarino, coreógrafo e ator profissional.
Lilian Graça é artista-pesquisadora, coreógrafa, dançarina e videasta. Doutora em artes cênicas com pesquisa em cinestesia na videodança, tem-se ocupado em correlacionar processos de criação, empatia estética, percepção, cognição e imersão na dança e na videodança: experimentando metodologias criativas, realizando obras, ministrando oficinas, cursos, palestras e publicando textos na área. Desde 2011 tem
participado com diferentes obras em festivais internacionais e nacionais de videodança.
Dança para celular com Sarah Ferreira (SC)
Loft, 2o andar, 12 e 13 de dezembro – 14h às 18h
Voltado para bailarinos, performers, videoartistas e interessados em geral e vai experimentar a criação de vídeos nos aparelhos celulares. Nos encontros vamos abordar as relações corpo-câmera, aplicativos de edição, montagem e exibição de pequenas peças de videodança criadas pelos participantes. Serão realizados exercícios práticos com a câmera e aplicativos de edição, e compartilhados materiais videográficos, textos, informações sobre pesquisa e festivais de videodança.
Sarah Ferreira é performer, educadora e artista multimídia. Cursou Graduação e Mestrado em Teatro na Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes – PPGCA da Universidade Federal Fluminense (UFF). Membro da Rede Ibero-americana de Festivais Internacionais de Videodança (REDIV). Diretora e curadora da plataforma
Videodança+.
Atividade: Diálogos – informações abaixo
Linguagem: Dança
Público alvo: Entrada Livre
Classificação: Livre
Duração: +/- 1h30 cada
Teatro Angel Vianna: máximo 150 lugares – somente para a abertura no dia 06/12
Galeria: máximo 30 lugares cada, necessárias cadeiras
Programação presencial
– Valor Ingresso: gratuito
Mesa aberta: dança em foco: 20 anos com Paulo Caldas, Leonel Brum, Regina Levy e Eduardo Bonito (online) com a participação de Beatriz Cerbino e Sarah Ferreira
Teatro Angel Vianna, 06 de dezembro às 18h30
Seguido de coquetel no Lobby
A conversa de abertura da edição comemorativa dos 20 anos trata precisamente do festival dança em foco
– sua história e a evolução da videodança no Brasil e no mundo, e reúne o núcleo responsável pela criação
e consolidação.
Mesa aberta: A curadoria como poéticacom Alexandre Veras; Silvina Szperling e Sarah Ferreira
mediação de Paulo Caldas
Galeria, 07 de dezembro às 18h30
A curadoria é mais do que a seleção e a programação de obras; é um fazer artístico. Como um artista, o curador cria relações que transcendem a mera disposição de obras. Nesta conversa, nossos convidados tratam de suas experiências curatoriais e do lugar da curadoria nos festivais de videodança pelo mundo.
Conversa: A percepção do movimento na pesquisa em videodança com Lilian Graça
mediação de Beatriz Cerbino
Galeria, 08 de dezembro às 18h30
Nesta conversa, Lilian Graça compartilha sua pesquisa artística-acadêmica e seu processo de composição em videodança baseada em experimentos e obras que abarcam a percepção do movimento (cinestesia); são elaborações criativas e estéticas que intencionam mobilizar o corpo do espectador. A pesquisa parte de abordagens que entende de arte e com o audiovisual, entre estas estão a cognição situada, empatia estética, visualidade háptica e corpo fílmico.
Lilian Graça é artista-pesquisadora, coreógrafa, dançarina e videasta. Doutora em artes cênicas com pesquisa em cinestesia na videodança, tem-se ocupado em correlacionar processos de criação, empatia estética, percepção, cognição e imersão na dança e na videodança: experimentando metodologias criativas, realizando obras, ministrando oficinas, cursos, palestras e publicando textos na área. Desde 2011 tem participado com diferentes obras em festivais internacionais e nacionais de videodança.
Conversa: A experiência formativa das oficinas com Celina Portella, Luciana Ponso, Marcus Moraes
mediação de Leonel Brum
Galeria, 09 de dezembro 17h30 às 19h
Convidamos os professores que realizaram as oficinas no Centro Coreográfico (Tijuca), na Arena Carioca Fernando Torres (Madureira) e na Lona Cultural Herbert Vianna (Maré) para falar sobre sua atuação nesses espaços e exibirem os trabalhos finais, com o testemunho na presença dos alunos-realizadores acerca de suas experiências artísticas e pedagógicas.
Conversa: Oxowusi: processo criativocom Augusto Soledade
mediação de Sarah Ferreira
Galeria, 13 de dezembro 18h30
N , óg “O w ” g çã g g
cinematográfica com o objetivo de transpor obras criadas originalmente para o . “O w ”
(Brasil/EUA, 2023) justapõe certos aspectos de uma iniciação no Candomblé com o conto iorubá de como Oxossi, o caçador de uma flecha, tornou-se uma divindade. O filme procura refletir sobre a relevância da memória ancestral e a nossa ligação à vida contemporânea.
Augusto Soledade é coreógrafo e diretor artístico da companhia de dança Augusto Soledade Brazzdance, sediada em Miami (EUA), onde também atua como professor associado na Universidade da Flórida. Sua carreira inclui diversas distinções, como o reconhecimento como Guggenheim Fellow em 2008 e a nomeação para o US Artist Fellowship em 2018. Ele foi agraciado com a Miami Dade Choreographer’s Fellowship sete vezes, além de receber o Knight Arts Challenge Grant e o Individual Artist Fellowship da Secretaria de Cultura do Estado da Flórida em 2012. Em 2011, Soledade obteve financiamento para sua obra Cordel através do Creation Fund Grant e do Forth Fund Grant da National Performance Network. O artista tem mestrado em Dança pela SUNY Brockport e formação na Universidade Federal da Bahia.
Conversa: A videodança dos corpos pretos com Carmen Luz
de Beatriz Cerbino
Galeria, 15 de dezembro às 18h30
A partir de pesquisa iniciada em 2015 a coreógrafa e cineasta Carmen Luz abordará a presença de artistas negres na videodança realizada no Brasil.
Carmen Luz nasceu e mora na cidade do Rio de Janeiro. É realizadora audiovisual, curadora e artista da dança atuante no cinema-documentário, nas artes cênicas e nas artes visuais. Trabalha também profissionalmente nos campos da pesquisa, ensino, reflexão, dramaturgia e consultoria. Possui reconhecido desempenho na gestão pública de equipamentos culturais e projetos socioculturais e educativos. As políticas da memória e a centralidade do racismo na cultura ocidental constituem as bases de sua pesquisa artística e teórica. Suas obras, realizadas e veiculadas em diversos meios e suportes, abordam imaginários e práticas subalternizadas, especialmente de mulheres, homens e jovens afrodescendentes.
• CONFERÊNCIA: Danças para, com e nas telas: espaços-tempos
estendidos
com Beatriz Cerbino
Galeria, 16 de dezembro 17h30 às 19h
Esta conferência propõe apresentar para debate algumas questões relacionadas ao corpo e à dança para/com/na tela, em especial a partir dos atravessamentos das categorias espaço e tempo. Discussões que emergem em diálogo com as perspectivas propostas por autores/as como Ana Pais, Gilles Deleuze, José Gil, Paulo Caldas e Milton Santos.
Beatriz Cerbino é professora da Universidade Federal Fluminense, do curso de graduação de Produção Cultural, no departamento de Artes e Estudos Culturais, e no Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes – PPGCA UFF. É pesquisadora do INCT Proprietas, colaboradora da Rede Iberoamericana de Videodança – REDIV, pesquisadora colaboradora do Projeto TEPe – Technologically Expanded Performance e curadora da mostra de videodança Redes Confluentes.
