LUGAR PARA GUARDAR ANIMAIS

Linguagem: Dança

Público alvo:

Como público geral, o projeto é voltado para uma plateia diversificada com idade a partir de 16 anos. Como público específico, além de profissionais, estudantes e pesquisadores das artes da cena, busca-se atingir profissionais das áreas da música e das artes visuais. Para as ações formativas, prevemos um trabalho direcionado para estudantes e profissionais das artes cênicas a partir de 16 anos.

Resumo:
Lugar para guardar animais é uma pesquisa movediça, um território fértil para a invenção. Nesse espaço inventado, todo ele artificial e azul, tudo colide. Os corpos penetram as superfícies e também são sugados por elas. Cada mudança deixa marcas no chão de modo fabuloso e temporário. Há sempre um embate com o equilíbrio que fracassa ao estabilizar a verticalidade. O espaço é circular, de modo que não haja uma visão privilegiada. Corpes brutes e desejantes: assim aprofundamos a pele nas brechas desse solo que dança.


Ficha Técnica:

Concepção: Deisi Margarida e Rodrigo Gondim

Direção: Rodrigo Gondim

Intérpretes: Deisi Margarida, Flora Bulcão, Juliana Angelo, Milena Codeço, Mika Makino

Trilha sonora: Fábio Lima
Iluminação: Ricardo Rocha
Projeto gráfico:Gustavo Vieira
Mídias sociais: Ana Pinto | Pequena Via Comunicação
Fotografia: Igor Keller
Audiovisual: Helena Bielinski | XotFilmes

Audiodescrição: Luciano Pozino
Produção: Deisi Margarida

Assistência de produção: Hugo Leiva

Histórico da cia:

O Grupo SATS é uma companhia de dança radicada na cidade do Rio de Janeiro que, desde 2016, atua ativamente na pesquisa, produção e criação para o campo. Dirigida pela dupla Deisi Margarida e Rodrigo Gondim, o grupo tem como eixo de trabalho ampliar as interfaces entre a cena e a performance para a construção de uma dramaturgia do corpo.

UMAN_ é o primeiro trabalho do grupo e teve sua estreia em 2018 em uma temporada itinerante por espaços alternativos do Rio de Janeiro. Em 2019, circulou por Brasília, São Paulo e realizou uma temporada no Teatro Cacilda Becker (RJ). UMAN_ é um acontecimento em trânsito, uma reflexão que tem pela via da dança seu estado de incorporação. Os intérpretes mergulham nas sensações e nos sentidos das imagens coreográficas para pensar sobre a ideia (fracassada) de humanidade, tendo como premissa a noção de que a construção em arte deriva sempre de uma experiência pelo sensível.

DEGRAUS é o segundo trabalho da companhia, e marca sua relação de pesquisa com a cidade. DEGRAUS é uma ação em dança que usa escadarias de prédios públicos para pesquisar, de forma intensiva, os corpos em situação de risco. Do tensionamento entre a mobilidade e a arquitetura, surge o desejo de reunir pessoas diante das instituições de poder para o exercício do comum como lugar de imaginação praticada.

A rua em sua condição performativa é co-autora e protagonista de agenciamentos entre os corpos, visíveis e invisíveis, que negociam estratégias e (re) encantamentos do espaço. Estreou em setembro de 2019 nas escadas do Palácio Tiradentes (ALERJ) e da Câmara Municipal dos Vereadores/RJ na Cinelândia. DEGRAUS teve duas indicações ao prêmio Cesgranrio de Dança em 2019: Melhor coreografia e Prêmio especial como performance em espaço público.  Em 2023, o espetáculo DEGRAUS reestreou numa temporada com oito apresentações na Câmara dos Vereadores, contemplada pelo edital FOCA/2022. Alcançou um público médio de 1.500 pessoas durante a temporada. 


Em março de 2021, a companhia estreia seu terceiro trabalho, TECNOLOGIAS PARA PERMANECER (2021) contemplado pelo edital Retomada Cultural (SECEC/RJ). TECNOLOGIAS PARA PERMANECER é uma instalação coreográfica de insistência no espaço público. Na sua primeira ação, ainda em contexto pandêmico, teve duração diária de 12h ininterruptas por 7 dias seguidos.  A performance, que iniciou na Praça Floriano na Cinelândia, sempre de 7 às 19h, terminou na Central do Brasil. A ação dialoga diretamente com a exposição em massa à morte como gestão econômica e a impossibilidade do direito ao luto no segundo país mais afetado pela covid-19 no mundo.  Em 2022, a ação participou do Festival de Inverno do SESC/RJ dançando nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Três Rios.

Em 2022, realizou o projeto de residência “UTOPIAS DA PROXIMIDADE: corpo, espaço e cidade” em parceria com a Multifoco Companhia de teatro, contemplado pelo edital FOCA/2021. Ao todo, foram realizadas mais de 15 ações performativas em 10 bairros do Rio de Janeiro. 

Em 2023, estreou “LUGAR PARA GUARDAR ANIMAIS” no Centro de Artes da Maré e no Teatro Popular de Niterói. Contemplado pelo edital Retomada Cultural 2 (SECEC/RJ), a companhia retorna com uma proposta cênica depois de uma extensa pesquisa na cidade. LUGAR PARA GUARDAR ANIMAIS parte do interesse em pesquisar, amplamente, o conceito espacial, sonoro e corpóreo na ideia de Labirinto. Para tal, a dimensão arquitetônica clássica é suspensa, dando espaço para um outro imaginário; ao longo de uma extensão de areia azul de 6×6 m projetada no palco, 5 atuadores incorporam a dimensão de rebelião própria dos corpos em estado de combate e cárcere. Em setembro e outubro de 2023, realizam a circulação do trabalho nos equipamentos públicos municipais Sérgio Porto e CCO, através do edital FOCA/2022.

O projeto terá algum recurso de acessibilidade? Qual?


Sim. Audiodescrição em todas as sessões via QR code.


Serviço

Data: 29, 30 de setembro e 1 de outubro

Horário: sexta e sábado, 19h. domingo às 18h

Classificação: 14 anosDuração: 40 min

Ingressos gratuitos na bilheteria presencial do Centro Coreográfico.

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