ATRAQUE é um experimento que reflete a vivência de pessoas pretas, periféricas e LGBTQIAP+ da cultura Ballroom do Rio de Janeiro. A comunidade Ballroom, uma cultura baseada em estruturas de apoio social, práticas de performance e competições. Neste sentido, a palavra ATRAQUE, gíria que evoca a intensidade de embate entre corpos tanto em sentido de disputa e afetivo, é tomada como dispositivo que tensiona os limites entre as linguagens da moda, dança, performance e audiovisual, investigando os princípios históricos, estéticos, comunitários e de disputa do vogue. Reunindo estudos sobre coreografias de violências codificadas e legitimadas historicamente apostamos em técnicas e procedimentos de inscrição, recriação, transmissão incorporando poses e gestos radicais operando nelas variações para contornar qualquer tentativa de captura. Tendo o deboche como tática para reivindicar espaços e conceber resistência sutil, elaboramos imagens que questionem acordos e possibilitem portais de fuga dinâmicos e perecíveis e produzir outras ficções que não a morte, mantendo vivas as questões que nos atravessam em caráter de urgência. A presença e a potência de um corpo ballroom promove um rasgo na cronologia do mundo e a transformação da realidade, levantando uma experiência cênica que coloca sob questão conceitos fundamentais da cultura ballroom e do voguing: viver o cotidiano de uma ̃house ̃. Os significados de viver em comunidade são levados a cabo num jogo vivo, que expõe as contradições que emergem quando se escolhe compartilhar um chão e viver em uma organização coletiva. Neste cenário, a coreografia possibilita ao corpo inverter seus modos de operar, seduzir, escapar e resistir num acontecimento dinâmico e furtivo, construído num território que sustenta sua própria continuidade.
ATRAQUE é um projeto patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura através do Edital de Fomento à Cultura Carioca – FOCA
Linguagem: Dança
Público alvo: O perfil social contemplado pelo projeto é sobretudo jovens e adultos LGBTQIAP+, com faixa etária entre 16 a 50 anos, pessoas pretas e racializadas oriundas de regiões periféricas do Rio de Janeiro e entorno. Bem como, estudantes, artistas, curadores e profissionais da cultura interessados em narrativas periféricas e dissidentes.
Ficha Técnica:
Realização: House of Mamba Negra
Direção geral: Wallace Ferreira / Patfudyda
Assistente de direção e produção: Mario Netto / Germanetto
Performance: Idra Maria, Kali Mamba Negra, Leona Mamba Negra, Gabe Mamba Negra
Design e operação de som: Bida Sarô
Assistente de produção: Yume Mamba Negra
Cenógrafa/Aderecista: Azre Maria Tarântula Mamba Negra
Identidade Visual: Renan Graccowvisk | GRCK. Studio
Assistente de Design: André Ximene
Edição de foto e vídeo: Alícia Passos
Gestão Financeira: Rafael Fernandes – Quafá Produções
Histórico da cia: A House of Mamba Negra é um coletivo interestadual de cultura ballroom que nasceu em 2019 e hoje tem atuação em quatro capitais: Brasília, Goiânia, São Paulo e Rio de Janeiro, sendo liderada por pessoas trans em cada uma delas. A House reúne hoje cerca de 50 pessoas com interesses em pesquisa e formação em áreas como artes visuais, performance, moda, audiovisual, música, educação e produção cultural. O principal ponto de contato entre essas pessoas é promover o corpo como potência de criação e garantir a continuidade de narrativas não-normativas. A equipe que compõe o projeto de ATRAQUE e a House of Mamba Negra já desenvolveram trabalhos no Festival Panorama, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Galpão Bela Maré, Museu de Arte do Rio, Museu do Amanhã, Museu da Língua Portuguesa, CCBB RJ, SESC – SP, L’Oreal Brasil, Netflix Brasil, ImPulsTanz e ONU.
Cronograma: 16/06 (montagem), 17 e 18/06 (apresentações)
Serviço:
Data: 17/06 e 18/06
Horário: 19h (Sábado) e 18h (domingo)
Classificação: 14 anos
Duração: 50min
Informações:
Parcerias:
Programação presencial
Valor do ingresso: gratuito
Público esperado: 100 pessoas/dia
Local de venda/inscrição: Centro Coreográfico | Sympla
