
Obá, orixá considerada mais retinta e a mais bela do panteão yorubano, conhecida como a deusa do ébano, liderou Elekô, uma sociedade restrita a mulheres, guerreiras, destemidas e feiticeiras, unidas pela preservação de suas tradições e da terra.
Cresceu como um homem dominando o manejo das armas, lutou e venceu guerras. Ao longo de sua trajetória foi enganada, violada, perseguida, cativada e abandonada, aprendeu o manejo com armas, o arco e a flecha, foi acolhida e acolheu, liderou, ensinou e amou de forma pura e visceral. E por ser mulher, incompreendida. Suas conquistas foram pouco reverenciadas e sua história quase apagada.
Aqui, a dança tradicional dos orixás se une ao contemporâneo em uma fusão de corpos e instrumentos, onde o corpo toca e o batuque dança.
Em formato de poesia o Manifesto irá convidar todas as mulheres pretas a falar. Obá lutou, amou, sofreu e assim como nós, precisa falar.
Eu preciso falar!
Linguagem: Dança
Público alvo:
Jovens acima de 14 anos e adultos de todas as etnias; moradores e turistas; estudantes; intelectuais, formadores de opinião, produtores e público em geral.
Ficha Técnica:
Direção Geral: Fábio Batista
Direção Musical: Kaio Ventura
Coreografia: Fábio Batista, Fernanda Dias e elenco
Produção: Elaine Rodrigues
Corpo de Dança: Ana Gregório, Ana Pérola, Eloáh Vicente, Enya Moreira, Laíza Bastos, Sabrina Sant’Ana Thayssa Souza
Voz: Sabrina Sant’Ana e Kaio Ventura
Músicos: Adriano Souzza (teclado), Gil Vilela (violino), Kaio Ventura (percussão), Lucas Viana (percussão), Raquel Terra (violoncelo) e Yago Cerqueira (percussão)
Cenografia: Cachalote Mattos
Figurino: Ricardo Rocha
Fotógrafo: Fernando Souza
Redes Sociais: Camila Patrocínio
Assessoria de Imprensa: Evandro Conceição
Histórico da cia:
A Clanm é uma das companhias de danças negras mais reconhecidas do Brasil, inclusive citada no Livro do Joel Rufino dos Santos. Desde a sua fundação, em 2012, já se apresentou em diversos festivais dentro e fora do país. Seus bailarinos possuem reconhecimento internacional e seu responsável, Fábio Batista, já conquistou diversos prêmios ao longo da carreira, é um dos mais renomados professores de dança afro e coreógrafos do país, coreografou o Rock in Rio, a comissão de frente de diversas Escolas de Samba e a Cia Folclórica Junina.
Cronograma:
Roteiro de cenas:
1ª cena – Ara Obinrin – Corpo de Mulher
2ª Cena – Awọn Genesisi ti aifẹ – A Gênesis da indesejada
3ª Cena – Obirin Ologun – Mulher Armada
4ª Cena – Ara Se – Corpo violado
5ª cena – Kekere Fe – Golpe Baixo
6ª cena – Ode ati Ode – A Caça e o Caçador
7ª Cena – Elekôntàn – Elekô Reluz
8ª Cena – Igbeyawonaa – O Casamento
9ª Cena – Àsọtẹ́lẹ̀ náà – A Profecia
10ª Cena – Omijeeje – Lágrimas de Sangue
11ª Cena – Farahan – Manifesto
12ª Cena – Monilo lati sọrọ – Eu preciso falar
Serviço
Data: 19 (para convidados), 20 e 21 de maio de 2023
Horário: 19/05 e 20/05 às 19h e 21/05 às 18h
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos
Informações:
Aprovado em 4º lugar no Edital Prêmio de Dança FUNARJ 2021, o espetáculo Manifesto Elekô, mais novo trabalho da Cia de Dança Clanm propõe a relação entre o mito de Obá e as mulheres negras contemporâneas
O espetáculo de 60 minutos propõe um encontro afrodiaspórico onde bailarinas e músicos emocionam e proporcionam conexões profundas, com releituras de cantos tradicionais yorubás, percussão, violino e violoncelo. Aqui, a dança tradicional dos orixás se une ao contemporâneo em uma fusão de corpos e instrumentos, onde o corpo toca e o batuque dança.
Parceria: Ainda em captação
Programação presencial
Valor do Ingresso: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia
Local de venda/inscrição:
Sexta para convidados
