ENSAIO ABERTO – FLORA BULCÃO (nova data)

Nome do trabalho: NESTA

– Linguagem: Dança / Performance

– Público alvo: Profissionais e estudantes de dança, teatro, circo e performance 

– Resumo do trabalho: 

NESTA, feminino de neste, na gramática da língua portuguesa, se refere a algo no tempo presente. Indicando algo que está próximo, faz também um trocadilho com a palavra nest, do inglês, ninho. A performance NESTA dialoga com temas como o feminino, a maternidade e a ancestralidade. Escorre a dor de um assédio, escorre a menarca, a primeira menstruação. Escorre o próprio filho, descendo pela vagina ou pelo corte de uma operação. Há morte e há vida a cada instante. Mulheres negras morrem mais do que mulheres brancas, mulheres transgênero morrem mais do que mulheres cisgênero. Proponho aqui um processo de fortalecimento feminino, investigando em meu próprio corpo algumas das possibilidades que esse corpo de mulher sofre e/ou pode oferecer.

-Release da companhia: 

Flora Bulcão é coreógrafa, bailarina e artista multidisciplinar. Mestranda no Programa de Pós-graduação em Dança da UFRJ, é intérprete do Grupo Sats (direção Deisi Margarida e Rodrigo Gondim) e atriz na coletiva Medeias (direção Denise Espírito Santo – IART/UERJ).

Formada em Artes Visuais pela UERJ, criou o trabalho “Algo tão doce”, onde fala de assédio sexual e começa sua pesquisa sobre a cura de traumas a partir da arte. Algo tão Doce foi apresentado em diversas galerias de arte e espaços culturais como Museu de Arte do Rio (Trans-in-corporados), Centro de Artes Helio Oticica (FormAção e PEGA), Z42 (Corpos Críticos), Galpão Bela Maré (Corpos InTrânsito), Espaço Montagem e Escola de Cinema Darcy Ribeiro (Festival Panorama). Dirigiu e dançou o videodança “Ausente”, apresentado no festival de videodança de São Carlos. Foi bailarina da Cia. da Ideia (direção Sueli Guerra), do grupo Contadores de Estórias (direção Marcos Ribas- Paraty), do Projeto Themselves (direção Jean-Jacques Sanchez) e da Residência Raízes (organizada por Marie Close e Ligia Tourinho). No cinema atuou no filme “O Ornitólogo” (direção João Pedro Rodrigues – PT), e coreografou cena para o filme “A vida invisível” de Karim Aïnouz, além de duas temporadas da novela e o filme “Gaby Estrella”. Dançou nos clipes audiovisuais “Engrenagens”, para a música de Eduardo Seabra, “Visão”, de PC Castilho e “Certezas Inacreditáveis”, de Luiza Borges. Concluiu sua formação em ballet clássico com Nora Esteves e participou de cursos de performance e dança contemporânea em escolas como CMDC (RJ), SNDO (Amsterdã), Tanzfabrik (Berlim) e SEAD (Salzburgo).

SERVIÇO:

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