MOnSTrA é um movimento inventado, o lugar que inventamos para o compartilhamento de processos artísticos ativados a partir do Campo Aberto. A mostra de Artes Integradas nasceu no contexto pandêmico em 2021, aconteceu em 4 edições com artistas do Rio, Ceará e São Paulo e tinha como questão principal as possíveis relações entre a casa, a dança e a câmera.
A presente edição, Monstra cinco, foi contemplada pelo edital FOCA – Fomento à Cultura Carioca da secretaria municipal de cultura do Rio de Janeiro e tem como questão central a volta ao ambiente presencial do teatro com tudo que ele envolve e, também, o desafio de trazer um recurso de acessibilidade, a audiodescrição, para dentro do processo de criação e, desta forma, cruzar ferramentas e poéticas.
Nossa equipe de trabalho é uma trama entre: Camila Fersi, Helena Matriciano, Renata Reinheimer, Andreia Pimentel, Gabriela Jung, Maria Hermeto, Luisa B. que se desdobram em direção artística, curadoria, produção, visualidades e apresentação das noites.
Linguagem: Dança
Público Alvo: Interessados em geral
Ficha Técnica:
Direção artística: Camila Fersi
Curadoria: Helena Matriciano e Renata Reinheimer
Apresentação das noites: Luisa B.
Arte gráfica: Gabriela Jung
Desenhos: Patricia Reinheimer
Produção: Andreia Pimentel
Assistência de produção: Maria Hermeto
Fotos: Alanna Dahan
Filmagem: Karen Carvalho
Iluminação: Cris Ferreira
Assessoria de Imprensa: Vera Sousa
Apoio: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e Centro de Artes Calouste Gulbenkian
Fomento: FOCA – Fomento à Cultura Carioca – Prefeitura do Rio de Janeiro / Secretaria Municipal de Cultura
SERVIÇO:
A programação da Monstra 5 conta com a seguinte configuração:
03/06 – 19h – Sexta-feira
Teatro Angel Vianna:
Camila Fersi com Coisa,
Maria Hermeto com Tem tanto não caber,
Gabriela Jung com Angular
04 e 05/06/21 – 19h – Sábado e Domingo
Teatro Angel Vianna
Renata Reinheimer com Des(cola)mentos/ Des(loca)mentos,
Laura Silveira com Delicadas Estruturas Internas,
Ricardo Aparecido Silva com Re-traços.
10/06/21 – 19h – Sexta-feira
Hall
Alysson Amancio – lançamento do livro: Danças de Enfrentamento: redes de ocupações e resistências no interior do Ceará.
Teatro Angel Vianna
Camila Fersi com Coisa,
Maria Hermeto com Tem tanto não caber,
Gabriela Jung com Angular
11/06/21 – 19h – Sábado
Teatro Angel Vianna
Apresentação única: Alysson Amancio com o Cheiro da Lycra.
Carol Martins com Livramento,
Gabriela Alcofra com Saudade de quando a carne era corpo,
Julia Gil e André Rumjanek com Cerca Viva.
12/06/21 – 19h – Domingo
Teatro Angel Vianna
Carol Martins com Livramento,
Gabriela Alcofra com Saudade de quando a carne era corpo,
Julia Gil e André Rumjanek com Cerca Viva.
Classificação Etária: Livre
Entrada Gratuita
Informações Sobre os Trabalhos:
Coisa – Camila Fersi
Coisa é latência, um espaço tempo onde frequências sonoras e temperatura das cores se elaboram antes de assumir existência. Paisagem sonora para imaginar danças. O projeto possui 3 partes, a primeira foi apresentada na Monstra 1 e tratava da camada de movimento como tema principal; essa é a parte dois, que propõe a sonoridade como disparadora da imaginação.
Concepção e criação – Camila Fersi
Colagem sonora: Ricardo Aparecido Silva
Duração 15’
Tem tanto não caber – Maria Hermeto
Dos caminhos no espaço do corpo aos caminhos do corpo no espaço
Repito o exercício de desimaginar o que deveria ser corpo
Respiro o exercício
O confinamento me delimitou corpo
Desconfio do limite, desconfino corpo
Transbordo, porque só em mim não caibo
‘Tem tanto não caber’ é um solo de dança e desdobramento da performance em vídeo ‘Tentando não caber’, apresentada de maneira remota na MOnSTrA #3.
Criação, performance e trilha sonora: Maria Hermeto
Duração: 16 minutos
Angular – Gabriela Jung
Mover pelos declives; jogar com as próprias quinas; angular pelo corpo num vai e vem que pulsa o perto e o longe; percorrer a superfície entre apoios e inclinações, estreitamentos e aberturas.
Angular é um solo de dança que se reconstrói ao encontrar o espaço, traz elementos de sua primeira versão enquanto performance em vídeo e agora se desdobra em novos terrenos, em camadas sobrepostas de movimento e imagem.
Criação, performance e vídeo-projeção: Gabriela Jung
Duração: 18 minutos
Classificação livre
Des(cola)mentos/ Des(loca)mentos – Renata Reinheimer
Des(cola)mentos/ Des(loca)mentos é um desdobramento do projeto “1 minuto com dança” criado durante a pandemia na procura de estabelecer uma nova relação artista x platéia, onde a artista fazia um convite público para que qualquer pessoa sugerisse uma música a ser dançada. Em troca, a artista gravava a dança, enviava para a pessoa de presente e publicava apenas um minuto nas redes sociais. Des(cola)mentos/ Des(loca)mentos é um espaço criado para revisitar, recombinar e reunir todos os minutos, gerando ao mesmo tempo um descolamento dos contextos de onde foram extraídos, e também um deslocamento ao condensar os fragmentos num só segmento. Adaptado à versão presencial da Monstra, o desafio deste trabalho agora é dialogar ao vivo, no palco, com as estruturas que foram criadas especialmente durante o confinamento. A trilha sonora criada pelo artista Leonardo Miranda, acompanha a proposta recortada das diversas qualidades de movimento, recriando os estados e sensações produzidos nos “1 minuto com dança”.
*Todos os minutos podem ser vistos com sua trilha original no perfil @1minutocomdanca
Ficha Técnica:
Concepção e interpretação: Renata Reinheimer
Contribuição artística: Camila Fersi e João Ferreira
Trilha sonora: Leonardo Miranda
Edição de vídeo: André Rumjanek
Duração: 20′
Delicadas Estruturas Internas – Laura Silveira
Uma investigação de si pelo movimento.
Se apoia no espaço, e cresce.
Se equilibra no caos, e gera.
“As delicadas estruturas internas dos fenômenos atmosféricos, como os furacões por exemplo, são casos de ordem emergindo do caos”
Ficha técnica:
Concepção, coreografia : Laura Silveira.
Trilha Sonora: Laura Silveira e Thiago Sobral
Colaboração Artística : Camila Fersi.
duração: 15’
Re-traços – Ricardo Aparecido Silva
Este solo inicia num espaço vazio pontuando gestos e camadas de movimento num processo de mudanças e descontinuidades. O ambiente ganha contornos de montagem e desmontagem sugerindo a atmosfera de uma instalação reconfigurando caminhos e assuntos no corpo. Novas perspectivas e pontos de vista se abrem na relação do mover e do falar em que a linha dramatúrgica estabelece como força da composição o acaso, o momento e o jogo.
Ficha Técnica:
Direção e Concepção: Ricardo Aparecido Silva
Co-direção: Camila Fersi
Intérprete: Ricardo Aparecido Silva
Provocação Cênica: Camila Fersi
Concepção de Luz: Ricardo Aparecido Silva
Trilha Sonora: Ricardo Aparecido Silva
Figurino: Ricardo Aparecido Silva e Camila Fersi
Livramento – Carol Martins
um corte. um contorno.
desvio, deslizamento, desdobramento, descoberta, dançar palavras com livros e alma, a performance trata da investigação e do encontro de ideias abstratas e experiências vividas. trata de incidências significantes encarnadas e aplicadas a matéria bruta. transformação. revelação. corpo/livro.
o corpo saliva a palavra. o livro, um corpo de imaginação, razão, conhecimento, objeto que captura o presente numa transcendência atemporal. a dança, essa sublimação oferecida.
Duração: 15 minutos
Criação e atuação: Carol Martins
Trilha sonora: Gabi Nobre
SAUDADE DE QUANDO A CARNE ERA CORPO – Gabriela Alcofra e Daniel Conti
SAUDADE DE QUANDO A CARNE ERA CORPO é uma performance que entrelaça dança, música e poesia em cena buscando uma dramaturgia processual e não-linear em uma relação horizontal entre as linguagens e os criadores. Seu universo temático recai sobre as mortes simbólicas, físicas, violentas e estruturais que possivelmente perpassam a vida de uma mulher. Em diálogo com o tempo presente, tais mortes suscitam também pontes metafóricas com as realidades duras que estamos atravessando através da pandemia, da guerra e da miséria oriunda da antipolítica pública. Em um corpo de mulher, Gabriela Alcofra, se apoia no toque e nas imagens suscitadas pelos poemas (também escritos por ela) e pelo universo sonoro proposto por Daniel Conti.
Performance/ Improvisação
Dança, Poesia e Música
Criação: Gabriela Alcofra e Daniel Conti
Duração aproximada: 20 minutos
Cerva viva – Julia Gil e André Rumjanek
Fluxos interrompidos. Buscando avessos para trazer algum sentido.
Exacerbação, angústia, ansiedade em afobação que se estabeleceu rotina. Melhores opções, mais opções, nenhuma saída. Mais, mais, mais.
Assumimos o risco
Exercícios de resiliência com desapego, em novos eixos necessários.
Que passado queremos contar?
Ficha técnica:
Concepção: Julia Gil e André Rumjanek
Performance: Julia Gil
Intervenção: André Rumjanek
Trilha Sonora: André Rumjanek e “Says” de Nils Frahm
Duração: 15″
O CHEIRO DA LYCRA – Cia Alysson Amancio
O ‘Cheiro da Lycra’ é uma obra da Cia Alysson Amancio realizada através do Projeto Corpos, Danças (Des) Fronteirizades no Laboratório de Criação em Dança 2021 do Porto Iracema das Artes. Uma pesquisa colaborativa com os artistas Luiz Renato e Kel Maia e tutoria de Fauller. A dramaturgia se faz a partir das memórias do intérprete-criador, seus enfrentamentos de assumir-se gay/bailarino/negro/artista da dança haja vista ter nascido “macho” no interior do Ceará onde as expectativas eram e ainda são, na maioria dos casos, marcadas por estereótipos de gênero. A constante e árdua luta de descolonializar-se da brancacisheteronormatividade.
Ficha Técnica:
Cia Alysson Amancio
Intérprete-Criador: Alysson Amancio
Colaboradores dramatúrgicos: Luiz Renato e Kel Maia
Iluminação: Luiz Renato
Tutoria: Fauller
Fotos: Allan Diniz
Música: Lynn da Quebrada
Poesia: Patativa do Assaré
Recursos:
O evento faz parte de algum programa de fomento da SMC ou utiliza a Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Lei do ISS Rio de Janeiro – LEI Nº 5.553/13)? Em caso afirmativo informe o nome do programa de fomento.
( x ) SIM ( ) NÃO – FOCA

