O projeto Objetos em Redes surgiu de uma inquietação da artista Giselda Fernandes no que diz respeito às embalagens e resíduos produzidos no dia a dia. Giselda acredita que atualmente não faz mais sentido fazer arte sem responsabilidade social e ambiental. A artista, desde 2001 utiliza objetos como parceiros de cena, e devido a isso criou o conceito de “objeto-partner” para suas criações e seu trabalho de pesquisa. A ideia da utilização desses objetos como possibilidades de criação de movimento e dramaturgia para a construção de uma performance, resultou na idealização do projeto “Objetos em Redes”. Com 19 anos de pesquisa, o objeto-partner se abre,desde julho de 2020, para à colaboração com os novos performers, estudantes de artes. No contexto da sustentabilidade ao qual o objeto-partner pertence, a Cia contribui com poesia e beleza para ampliar a sensibilidade artística e o olhar humano para as questões ambientais.
Resumo:
OBJETOS EM REDES foi originalmente pensado para ser realizado em comunidades do Rio de Janeiro, com oficinas presenciais e performances na rua. Diante da situação decorrente da pandemia do Covid-19, o projeto passou por uma reformatação para que fosse todo feito on-line. As condições atuais trouxeram alterações que extrapolaram uma simples mudança de hábitos, trazendo uma urgência de nos conectarmos em rede, repensarmos o sentido de nossas atividades para produzirmos uma arte que seja relevante e socialmente responsável. Nesse sentido, a situação de isolamento vivida por cada um dos participantes, segundo seu próprio entendimento, teve impacto tanto na dramaturgia, quanto nas decisões e atividades de suporte e produção do projeto. Uma situação que nos acometeu num momento extremamente difícil, onde houve uma grave redução de oportunidade de trabalho para jovens artistas já submetidos a condições de vulnerabilidade. Essa situação nos oportunizou uma visão mais aguda dos nossos objetivos artísticos que incluem responsabilidade social e ambiental. As condições de produção neste período de isolamento social, nos trouxe uma série de desafios, pois a pandemia atingiu quase todas as comunidades instaladas em favelas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Como em 2020 não foi possível realizar performances de rua nessas comunidades ou até mesmo em teatros, transformamos o produto final do projeto na realização de uma vídeo-performance produzida a partir das imagens captadas pelos performers e editada com a direção de Giselda Fernandes e Hilton Berredo. Neste período, os espaços, objetos e vivências dos participantes foram potencializados artisticamente. Alguns materiais de descarte, como embalagens de produtos, se tornaram condutores da dramaturgia. O Brasil é o 4º país que mais produz lixo no mundo, segundo a WWF, são 11.355.220 toneladas de lixo com apenas 1,28% desse montante sendo direcionado para o processo de reciclagem. Como resposta artística a essa problemática, propomos o uso de plásticos e resíduos como objeto-partner.
OBJETOS EM REDES, é um projeto guarda-chuva com vários desdobramentos. Para março de 2021 apresentaremos um espetáculo inédito, gravado no Teatro Angel Vianna e lançado nas redes sociais. Esta obra irá sem dúvida nenhuma atrair a população para a necessidade e urgência da reciclagem dos resíduos descartados. Desse modo, lixo, resíduo e inutilidades se tornam potências artísticas para expressões fora do cotidiano enriquecendo o olhar das pessoas sobre as possibilidades dos objetos.
Ficha Técnica:
Concepção, direção geral, direção de movimento e Instalação coreográfica: GISELDA FERNANDES
Direção artística e Instalação Cênica: HILTON BERREDO
Direção de vídeo e edição: LUIZ GUILHERME GUERREIRO
Performer / Criadores:
CASUL0
CAYO ALMEIDA
DIOGO NASCIMENTO
LUCIANA BARROS
MARLÚCIA FERREIRA
SAMUEL CASTELO
TAIS ALMEIDA
WAGNER CRIA
Trilha Sonora original: GABRIEL MATRICIANO e JOÃO MELLO
Iluminação: JOSÉ GERALDO
Assessoria de Imprensa: SILVANA CARDOSO (PASSARIM COMUNICAÇÃO)
Gestão da Página do projeto em redes sociais e design gráfico: RAQUEL OLIVEIRA
Produção Executiva e Coordenação Artística: MANA LOBATO
Assistente de Direção: IQUE MORAES
Direção de Produção: CACAU GONDOMAR
Serviço
Data: 18, 19, 20 e 21 de março
Horário: 15 horas
Classificação: Livre
Duração: 50 minutos
Informações: Este projeto tem patrocínio da Lei Aldir Blanc do Estado do Rio de Janeiro – Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Lei Aldir Blanc da Prefeitura do Rio de Janeiro – Secretaria Municipal de Cultura e Prince Claus Fund.
Parceria: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, Prince Claus Fund e Casa da Palmeira (Cabo Frio-RJ)
Programação on-line
Link para acesso: Facebook pagina do CCO
Valor do Ingresso: gratuito
