Face a Face – videodança em debate apresenta “Dulce”, de Caroline Pellegrino e “Dança para superfície possível”, de Tatiana Cotrim

Nesta semana convidamos os seguidores das redes do Centro Coreográfico para contemplarem o videodança “Dulce”, de Caroline Pellegrino e o videodança “Dança para superfície possível, de Tatiana Cotrim. “Dulce” nasceu no deserto de sal, na Bolivia, partindo da necessidade de encontrar maciez na atmosfera dura e seca da região, enquanto “Dança para superfície possível” foi desenvolvida na quarentena, no vigésimo andar da nova morada. Um respiro, uma possibilidade de tocar o céu, do vento bagunçar o cabelo, de ocasionar vertigem, de sentir a vida pulsar urgente num espaço-tempo outro ainda desconhecido. Um liberdade efêmera dançada de maneira despretensiosa, prazerosa e necessária para re-existir nesse tempo de isolamento social.

Sobre o projeto Face a Face – Videodança em debate:

Em mais uma parceria entre o Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e o Face a Face Plataforma de Artes Performativas, convidamos todas e todos para o Face a Face – Videodança em Debate, uma ação participativa na qual residentes, parceiros e públicos do CCO compartilham conosco videodanças/ vídeos de dança que tenham marcado suas trajetórias artísticas.

 

Caroline Pellegrino apresenta Dulce

Dulce nasceu no Salar de Uyuni, na Bolívia, durante as últimas férias de Caroline. Partiu da sua necessidade em encontrar maciez na atmosfera dura e seca da região. Em colaboração com Leonardo Freitas, amigo que fez durante a viagem, aventurou-se a dançar no chão de sal, ainda que essa seja uma empreitada árdua. “Estava viajando sozinha, e sabe como é? Dançarinos veem palcos em todos os lugares”, brinca Caroline. Formada em educação física pela UFRJ,  foi na universidade que ela se aproximou da dança contemporânea. De lá, seguiu para a formação técnica da Escola Angel Vianna, e hoje é professora de dança do Sesc Madureira, além de entusiasta dos novos formatos. “O drone permitiu uma visão que eu jamais teria, uma estética que não poderia alcançar só com o celular”, completa a dançarina.

Dulce: https://drive.google.com/drive/folders/1-9brv7-r6Y22IsPOpQd1qrzvex0OsN0K

Ficha Técnica
Idealização : Caroline Pellegrino e Leonardo Freitas
Bailarina: Caroline Pellegrino (@carol_pellegrino)
Imagens: Leonardo Freitas
Edição: Uibirá Barelli
2019

Tatiana Cotrim apresenta Dança para superfície possível 

“Fazia quase um mês que estava na minha nova morava, e com muita vontade de dançar sem bater em nenhuma parede”. Assim Tatiana definiu o que a motivou a subir ao vigésimo andar do prédio do seu namorado, em São Paulo, naquele que seria mais um dia “normal” de quarentena. Com vontade de exaustão, e em contato com a imensidão do terraço, conta que o vento forte mobilizou a sua movimentação. “Foi ficando noite, e isso também interferiu na minha relação com a claridade e com o tempo”, explica Tatiana. No processo de edição, as escolhas foram determinadas pela mudança da luz. A dança, que surgiu do improviso, reencontra movimentos já visitados pela dançarina, resgatados por um corpo que sentia a própria musculatura como dura e sem tônus. “Me senti tão feliz durante e após essa dança que pensei, lembro: é isso mesmo, Tatiana, dance até essa quarentena passar. E depois dela também, como sempre foi”.

Dança para superfície possível: https://vimeo.com/424829913

Ficha Técnica
Vídeo, música e edição: Marcelo Villas Boas
Dança: Tatiana Cotrim (@tatizuzu)
2020

 

Serviço: 

Data: 09/07/2020
Horário: (online)
Link para acesso:
Dulce:
https://drive.google.com/drive/folders/1-9brv7-r6Y22IsPOpQd1qrzvex0OsN0K
Dança para superfície possível: https://vimeo.com/424829913
Classificação: livre
Duração:
Dulce: 1min
Dança para superfície possível: 1min
Informações: @faceaface_plataforma, @ccoreograficorj (Instagram) 

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