É uma residência de pesquisa e criação coreográfica onde a dança contemporânea explora o espaço local e global, em situações e momentos distintos. A essência desta pesquisa visa encontrar bases de expressão corporal que questionem e dialoguem sobre as sociedades de consumo e o lugar do corpo na atualidade, revelados a partir de seu universo cultural. Mas também de como isso vem sendo perpetuado e aplicado ao longo da história, na manutenção do domínio pelo poder, onde a religiosidade secularizada, as crenças, as divindades, rituais, mitos etc, estão interligados no cotidiano e como elas se fragmentam e podem ser utilizadas como uma das estratégias para controle social, afetando diretamente os corpos e a sociedade como um todo, através de regras e padrões. O corpo contemporâneo é livre ou controlado? Original ou imitado? A experiência do corpo é influenciada pelo padrão cultural ao qual está inserido?
A partir dessas reflexões, pretende-se construir uma partitura coreográfica que represente como esse corpo reage ao se relacionar com o ambiente e com os outros corpos.
Essa pesquisa e criação coreográfica é realizada no âmbito da PROCULTURA, financiada pela União Europeia, co-financiada e gerida pelo Camões IP e co-financiada pela Fundação Caloust Gulbenkien.
Sobre o artista:
Bernardo Guiamba (Pak Ndjamena) é um bailarino, coreógrafo e performer de Maputo, Moçambique. Iniciou na dança em 1996, na Escola Nacional de Dança e, em 2001, surge a primeira oportunidade de formação em dança contemporânea (Projecto Alma Txina), com a CulturArte. A partir de 2006, colaborou e participou de vários projetos nacionais e internacionais, destacando-se os com os coreógrafos Maria H. Pinto (Moçambique), Augusto Cuvillas (Moçambique), Miguel Pereira (Portugal) e Horácio Macuacua (Moçambique), além de projetos individuais e colaborações artísticas com os artistas visuais Rafael Bordalo (Moçambique), Gerard Machona (Zimbábue/Africa do Sul) e vários outros. Colaborou em filmes como ator e atualmente dirige o festival Raíz, dedicado a música tradicional moçambicana. Além de dirigir seus projetos dentro e fora do país, tem ministrado aulas e oficinas de dança contemporânea a todos os níveis e técnicas para profissionais e amadores.
ATIVIDADE GRATUITA
Inscrições:
Residência Corpos Híbridos, com Pak Ndjamena
As inscrições podem ser realizadas até o dia 30 de janeiro de 2020. Datas: 04 a 15 de fevereiro Horário: de terça a sexta, de 19h às 21h30 Ministrante: Pak Ndjamena Público alvo: Bailarinos profissionais e semiprofissionais Classificação etária: de 18 a 40 anos Vagas: 30
