A abordagem de autores importantes para a filosofia da arte ocidental por meio de questões norteadoras das suas reflexões.
A questão da imitação – Platão e Aristóteles
A questão do gosto – Immanuel Kant
A questão do espírito – Hegel
A questão da verdade – Martin Heidegger
A questão da expressão – Merleau- Ponty
Apresentação:
Um rápido sobrevoo histórico mostra que o estético sempre esteve associado a alguma outra coisa que si mesmo, seja ao sujeito, ao belo, a verdade, ao sublime, ao gosto, a obra de arte, etc.
Para os antigos, Platão e Aristóteles, a questão da arte remete ao problema do estatuto das artes poéticas na formação dos cidadãos. Eles definem a poesia como imitação, o que não deve ser confundido com a concepção naturalista da arte. A definição da arte como mímeses liga-se, de maneira profunda à concepções gregas capitais como a do ser, a da verdade e a do conhecimento.
É possível, portanto, e até mesmo necessário, partir dos antigos, porque a concepção moderna de arte, a partir do século XVIII, mergulha suas raízes na filosofia antiga, caracterizando-se, de um lado, pelo estabelecimento de uma ciência do belo, e por outro, pela vinculação da beleza ao prazer estético, mais ou menos puro, mas, em todo caso, radicalmente subjetivo (Kant). Em breve, a arte e o belo vão escapar dos limites do julgamento subjetivo, sendo interpeladas pela necessidade de suplantar o julgamento consciente de um sujeito individual, e assumindo a forma pela qual o espírito se manifesta historicamente (Hegel).
Com os pensadores contemporâneos, temos em Heidegger uma retomada da questão da relação da obra de arte com a verdade, contudo, pelo questionamento dos pressupostos da concepção tradicional da criação artística. Já, em Merleau-Ponty, o fenomenólogo da percepção, a obra de arte torna-se, pelas intercepções com a percepção, um empreendimento paralelo de fundação do real.
Ainda que os grandes filósofos do ocidente que se voltaram para as artes não as tenham concebido como nós o fazemos atualmente, o que eles escreveram e postularam acerca dos problemas relativos a elas foi sem dúvida decisivo para o modo como as entendemos. Quer seja para seguir ou para contestar alguma concepção estética ou escola artística, vale revisitar os clássicos da filosofia da arte ocidental, sobretudo para que não se caia no vazio de alguma adoção sem conhecimento, ou, o que é mais recorrente, no de uma crítica sem fundamento.
Metodologia:
Nossa proposta de minicurso pretende abordar o pensamento de autores importantes para a filosofia da arte, por meio de questões filosóficas norteadoras das suas reflexões em 6 encontros de 2 horas cada um.
Cronograma:
Data Primeira meia hora Tempo restante
04/09 Apresentação da proposta A questão da imitação
11/09 Dúvidas acerca da questão da imitação A questão do gosto
18/09 Dúvidas acerca da questão do gosto A questão do verdade
25/09 Dúvidas acerca da questão da verdade A questão da expressão
02/10 Dúvidas acerca da questão da expressão Balanço geral
Devido ao caráter introdutório do minicurso, fica facultado ao participante a leitura integral dos textos selecionados dos referidos autores. Contudo, será indicada, na forma de hand-out, uma sequência de pequenos trechos destacados das obras dos autores, tendo em vista a condução das abordagens das questões. A cada aula um hand-out será fornecido e a leitura dos seus trechos será feita durante o encontro em conjunto.
Obs: a proponente se dispõe a fornecer um número de 5 a 10 cópias de cada hand-out a cada encontro. Caso o número de participantes exceda o número de cópias fornecidas uma outra logística será buscada.
BIBLIOGRAFIA GERAL:
ARISTÓTELES. Poética. Trad. Eudoro de Souza. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1994.
HEGEL, G. W. Cursos de Estética I. São Paulo: Editora da USP, 2001.
HEIDEGGER, M. A origem da obra de arte. Lisboa: Edições 70, 1992.
KANT, I. Analítica do belo (Crítica da Faculdade do Juízo Estética, parágrafos 1-22). In: Kant II. São Paulo: Abril Cultural,1984. Coleção: Os pensadores.
LACOSTE, J. A filosofia da arte. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.
MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
PLATÃO. A República. Trad. Anna Lia Prado. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
SANTORO, F. Sobre a estética de Aristóteles. In: Viso: Cadernos de estética aplicada, v. I, n. 2, 2007, pp. 1-13.
Sobre a ministrante: Eraci G. de Oliveira, Doutora em filosofia pela UFRJ/Paris 1; Professora da Escola Angel Vianna. Em parceria com a Os Dois Cia de Dança e a Escola Angel Vianna.

Inscrições: Minicurso Introdutório à Filosofia da Arte
ATIVIDADE GRATUITA
As inscrições podem ser realizadas até o dia 02 de setembro de 2019. Data: 04, 11, 18, 25 de setembro e 02 de outubro de 2019 Horário: Quartas-feiras, de 19h às 21h Ministrante: Eraci G. de Oliveira Público alvo: Pessoas interessadas em filosofia da arte Classificação etária: 18 anos Vagas: 30
