Ensaios sobre o corpo exposto
“Ensaios sobre o corpo exposto” é um espetáculo/ performance, que traz a metalinguagem da videodança para a cena. Trata-se de um filme analógico, feito ao vivo, pelos intérpretes e público, que são corpos câmeras, tendo a exposição do corpo e de tudo que a ele se relaciona como uma grande indagação: Quais os limites da exposição de um corpo? O espetáculo pretende aproveitar o espaço de discussão da liberdade de expressão do artista para mostrar sua arte, sua fala, sua história e tudo o que reverbera quando o assunto é tratar das questões da potencialidade do corpo, que tantas vezes é reprimido, visto como um grande tabu social. O fazer artístico engajado com seu tempo é um grito, é história. Com esse intuito, o Laboratório de Linguagens do Corpo (LALIC/UFRJ) formou o Coletivo X, que tem como inspiração para as suas criações pesquisas de dramaturgia em dança que tem o corpo e as questões de gênero como o centro das discussões, o corpo como o lugar da existência e o questionamento do gênero, a fim de trazer, pela dança, pela performance e pela videodança o corpo como a realização, o protesto e a visibilidade. O tema da exposição, que é, atualmente, o que nos move artisticamente, aproxima-se de nossas experiências e do fazer artístico do Coletivo X e coloca em cena as consequências sociais de expor abertamente o corpo como o centro da narrativa. “Ensaios sobre o corpo exposto” nasceu do desejo de criar, em parceria com Coletivo X, formado por 8 intérpretes-criadores, dirigido pela coreógrafa e videomaker Mariana Trotta, um espetáculo de dança/performance, que tivesse como ponto de partida os limites da exposição do corpo. O que eu posso mostrar? O que eu quero mostrar? O quanto eu suporto mostrar? E quanto o outro suporta ver? Tendo estas indagações, temos como referência textos e vídeos de pessoas que se expõem virtualmente em redes sociais e aplicativos de relacionamento, pesquisando quais as consequências da exposição, os motivos, considerando principalmente o prazer em expor seu corpo, o seu desejo e a sua liberdade sexual. No espetáculo, os criadores-intérpretes são incentivados, pelo público, a conhecer e exibir quais são os limites de exposição dos seus próprios corpos, a expressar o seu prazer e seu desconforto diante de uma câmera, que não é real, mas uma câmera/corpo que escolhe o que olhar. A performance pretende inverter os papéis, deixando para o espectador a seguinte pergunta: O que eu suporto ver?
Ficha Técnica: Direção artística: Mariana Trotta
Assistente de direção: Fábio Costta
Intérpretes/criadores: Bárbara Saraiva, Camila Reis, Fábio Costta, Filipe Nanttel, Idris Bahia, Marianna Alexandre, Marcílio Fernandes, Ronábio Lima
Música: Rafael Tellez
Fotografia: Osvaldo Rezende
Data: 08, 09 e 10 de junho Horário: sexta e sábado às 20h, domingo às 18h Valor do Ingresso: R$20,00 (inteira) R$10,00 (meia) Classificação: 18 anos
