I Semana Criadores Negros na Dança: reflexão e visibilidade – 27 de abril

programação-dia 27

Oficina A Arte de Dançar Afro – Corpo Preto e Movimento com Eliete Miranda

Antes mesmo de se discutir o corpo, a relação entre corpo preto e movimento ocorre desde quando fomos gerados como patrimônio da genética. A partir desta constatação descobrimos ser negros. Ao longo da vida somos permanentemente confrontados com o preconceito, o racismo e o desamor. Corpo Preto, Movimento é uma práxis que vem sendo fortalecida a partir da Identidade, Movimento e Resistência trazendo o corpo como código, experiência e criação de diálogos e reflexão. A contextualização vem à partir de trajetórias artísticas como representação de um corpo político que marca presença afirmativa e identidade cultural.

Data: 27/04
Horário: 10h às 11:30h
Ministrante: Eliete Miranda
Classificação etária: a partir de 16 anos

Oficina Samba para Frente com Nilce Fran

A dança do samba é um agente dinamizador que gera qualidade de vida, perda da inibição, bem estar, desenvolve o ritmo e a musicalidade. Por ser um excelente instrumento de integração social, estimula o bom relacionamento e convívio entre as pessoas. Esta oficina tem como metodologia preservar e buscar os principais aspectos culturais da dança do samba, proporcionando ao aluno a descoberta do seu próprio jeito de dançar, sem meramente condicioná-lo a aprender passos.

Data: 27/04
Horário: 14h às 15:30h
Ministrante: Nilce Fran
Público Alvo: Interessados em geral
Classificação Etária: 8 anos

Oficina Ancestralidade em Movimento com Débora Campos

A oficina de dança afro – Ancestralidade em Movimento se insere no trabalho de pesquisa da corporalidade e bases sonoras de manifestações culturais de origem africana, afro brasileira e afro diaspórica. Visa proporcionar uma experiência rítmica e motora, em uma vivência corporal enriquecidas pelos movimentos e sons de diferentes referências culturais. Pretende desta forma, oferecer um ambiente de ampliação e descoberta do vocabulário expressivo individual e coletivo dentro de uma estética negra.

Data: 27/04
Horário: 16h às 17:30h
Ministrante: Débora Campos
Público Alvo: pessoas que queiram dançar sem restrições
Classificação Etária: acima de 12 anos

Mostra Coreográfica Solos e Fragmentos Negros

Trechos de criações coreográficas de artistas expoentes da cena negra contemporânea da cidade serão apresentados em formato de mostra. A noite será composta pela Clanm – Cia Laboratório Arte Negra em Movimento, Grupo Makala, Aline Valentim, Elton Sacramento e Fernanda Dias apresentando fragmentos de seus trabalhos mais recentes. Após as apresentações haverá um bate-papo com a plateia sobre os processos criativos dos trabalhos.

Sobre os trabalhos:

1- “A viagem dos Eborás” (Grupo Makala) – O Grupo Makala surgiu em Vigário Geral através do Grupo Cultural AfroReggae e vem buscando seu estilo próprio no cenário da dança carioca através de pesquisas de movimentos de dança Afro brasileira, Moderna e contemporânea e incluindo música percussiva com toque eletrônico.

O fragmento apresentado é parte da obra A Viagem dos Eborás que conta a criação do mundo segundo a tradição africana e os desdobramentos de ritmos espalhados pelo mundo oriundos da nossa Raiz Africana.

 

Ficha Técnica

Direção artística e coreográfica: Betho Pacheco

Músicos: Clóvis Alexandre, Kaio  Ventura, Luciano Santos e Rafael Mukato

Dançarinos: Felipe Monteiro, Lívia Gaspar, Márcio Oliveira, Michele Sandes, Priscila Alves, Rosana Helena e Viviane Santos.  

 

2-  “SÓlidão” (Elton Sacramento)

SÓlidão.

Solidão.

Solitude.

Meus pés cismam em sangrar ao bailar, uma PAUSA.

T

E

M

P

O.

Revoada.

Ali, no silêncio de mim sei quem sou!

Mas quero continuar a me perder, apenas BRISA em me amar.

Texto: Elton Sacramento.

 

Conceito da obra:

A obra propõe questionamentos referente a solidão.

Até que ponto estamos preparados para entender o que é estar e se propor a estar só?

Qual o ocasionamento na dependência das relações humanas?

Existe prazer apenas em si?

Solidão do corpo negro.

 

Fica a pergunta:

Que reflexo social e político a obra imprime?

Tem ação na rua…o que você vê?

Performance em dança contemporânea.

 

Ficha Técnica:

Elton Sacramento: Concepção, Direção Artística, Dramaturgia, Coreografia, Diretor de Movimento, Intérprete Criador, Texto e Produção.

Alessandro Portugal:  Diretor Musical, composição da trilha sonora, Intérprete Musical e Corporal.

Dandara Ilibagiza: Violinista, Composição da Trilha Sonora, Intérprete Vocal e Corporal.

Macário Silva: Fotografia e Vídeo Maker.

Esteban H. Esquivel: Edição de vídeo e áudio.

 

3- VozeS de nós. Fragmentos de um corpo em expansão.

Performance experimental  rascunhada à luz das sensibilidades do momento presente, onde tudo urge. Na iminência do caos reconquistar o corpo, escutar as vozes. Um processo cênico em andamento, onde Aline Valentim busca o diálogo e a abertura. Sair dos formatos e sentir a liberdade do improvável sobre si e sobre o mundo.  Questionar o vigente e investir na energia das conexões. Visíveis e invisíveis. Vozes que nos influenciam a nos ajudam a SER. Memórias, sentires, encontros… Tessituras de um improvável recomeço. Mulheres pretas. Nunca estamos sós! A paixão de uma vira inspiração para outras. E nossa redenção virá do espelho em equilíbrio. Limiares de luta o amor.  Ventos e águas, barro e fogo. Luz e sombras a girar. “Eu não sou só guerra, tb sou ternura… Não sou só corpo tb sou palavra. E não sou SÓ! Cada corpo um todo pra contar.

Criação: Aline Valentim/Cia Babalakina

 

4- Silva. Clanm – Cia Laboratório Arte Negra em Movimento

O grupo carioca citado no último livro publicado em vida pelo historiador Joel Rufino dos Santos “A História do Negro no Teatro Brasileiro” já se apresentou no Chile e Argentina e em sua nova montagem recorre à mitologia afro-brasileira ao se inspirar no Orixá Tempo para abordar as “identidades coletivas e difusas” ligadas às grandes tragédias humanas. Assim entram em cena referências aos jovens, negros, pobres, desaparecidos, mulheres e LGBTQIA’s além de uma reflexão sobre os dados alarmantes de mortalidade dessas populações ao redor do mundo. O que move a ação dramática são as perguntas: “Para onde vão os nossos Silvas? E por que somem nessas condições? ” A peça é resultado de um intercâmbio artístico realizado em 2017 com a Rumo Cia. de Dança da cidade de Volta Redonda (RJ) e contou com a preparação corporal dos coreógrafos Mário Nascimento (MG) e Zebrinha (BA). O projeto de intercâmbio faz parte do Programa Territórios Culturais / Favela Criativa da Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica. O elenco promete surpresas para o seu público pois trará para cena, além da dança, música ao vivo e um trabalho de voz realizado pela cantora e compositora Laura Canabrava (RJ) além da consultoria em produção musical do coletivo de produtores Fábrica Nômade Sonora e da ETNOHAUS. A trilha da peça conta ainda com composições de Carlos Negreiros (RJ), Luiz Melodia (RJ), Kiko Dinucci (SP), Almir Guineto (RJ) interpretadas nas vozes dos bailarinxs-intérpretes mas também nas de Luiza Liam (SP) e Karol Conka (PR).

Direção: Fábio Batista

Data: 27/04
Horário: 20h às 21:30h
Valor: R$10,00 (inteira) R$5,00 (meia)
Classificação: Livre
Lotação: 150

 

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