I Semana Criadores Negros na Dança: reflexão e visibilidade – 26 de abril

programação-dia 26

Oficina de Dança Afro com Aninha Catão

Projeto que trabalha a dinâmica dos movimentos corporais, através da gestualidade trazida pela dança afro, e ao mesmo tempo conscientiza a respeito da importância da representação da cultura negra, oriunda dos povos africanos, para a formação da identidade brasileira. A oficina tem como objetivo abordar a saga dos Orixás do panteão iorubá através da sua gestualidade mitológica. Com inspiração no candomblé ketu, os movimentos serão abordados de forma contemporânea, incorporando as noções clássicas de dança com os movimentos dos Orixás. Contaremos suas histórias através dos mitos, compreendendo como se estabelece essa manifestação dos deuses iorubás com a Terra através da dança, formando o que chamamos de balé dos Orixás.

Data: 26/04
Horário: 10h às 11:30h
Ministrante: Aninha Catão
Público Alvo: interessados em geral
Classificação Etária: 15 anos

Oficina de Dança Afro Contemporânea com Fábio Batista

A oficina de Dança Afro Contemporânea tem como base a técnica desenvolvida por Mercedes Baptista, contudo a preparação do corpo para a dança utilizamos as técnicas de dança Moderna de Horton e Graham. Exercícios que mesclam Pilates e Laban dão auxílio a força e o equilíbrio. Construção de células coreográficas com a exploração de movimentos típicos da Dança Afro Brasileira com influência das experiências que cada corpo traz como bagagem ou memória corporal.

Data: 26/04
Horário: 14h às 15:30h
Ministrante: Fábio Batista
Público Alvo: interessados em geral
Classificação Etária: a partir de 13 anos

Oficina Samba inCena com João Carlos Ramos

A arte coreográfica na dança do Samba. “Samba inCena” é uma oficina de criação concebida pelo coreógrafo João Carlos Ramos, que tem por objetivo ampliar a motivação criativa através de aulas práticas, de reflexão e análise, que permeiam o universo da composição coreográfica na Dança do Samba. Os elementos transformadores – Espaço, tempo e Dinâmica, serão os instrumentos fundamentais à compreensão, desenvolvimento e análise dos princípios instauradores de diálogos: a coreografia e sua construção; E com os quais será analisado também o próprio universo da dança do samba, apontando possíveis desconstruções a fim de ampliar o fazer artístico profissional. Deste modo, sob o respaldo da experiência de mais de trinta anos em criação de espetáculos, Ramos dará foco às diversas possibilidades deste FAZER.

Data: 26/04
Horário: 16h às 17:30h
Ministrante: João Carlos Ramos
Público Alvo: Dançarinos e coreógrafos atuantes no universo das danças de matrizes africanas 
Classificação Etária: 16 anos

 

Documentário: Balé de Pé no Chão – a dança afro de Mercedes Baptista

Direção: Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro (2005)
Produção: Terra Firme Digital
Co-Produção: SESC TV

Data: 26/04
Horário: 17:30h às 18:30h
Público-Alvo: Interessados em geral.
Classificação Etária: Livre
Vagas: 60
Valor: Gratuito

 

ARTUR – Ensaio Primeiro (2017) com a Cia Rubens Barbot Teatro de Dança

Ensaio coreográfico/cênico sobre Artur Bispo do Rosário.

No universo de Artur Bispo do Rosário são imprecisos os limites entre o real e o irreal, o consciente e o inconsciente, a razão e a loucura, a fé e o delírio, a febre e o surto, o visível e o invisível, o humano e a divindade. Sua produção amalgama misticismo e arte de maneira sutil, instigante, densa, inteligente e permite estabelecer diálogos com muitos caminhos tomados pela produção artística do século XX.

Bispo possuía antenas de alta captação e irradiação, e é por isso que sua obra trava conversações com a atual produção de arte e com um grande legado do modernismo e das primeiras proposições chamadas de contemporâneas: a apropriação de Marcel Duchamp: a anti-arte do dadaísmo: a conexão absurda de objetos do surrealismo: as acumulações do novo realismo francês: o resgate do descarte promovido pela new dada: a ligação entre arte e vida proposta pela performance: as gambiarras de arte contemporânea brasileira dadas como resposta à precariedade estrutural vivida no país.

Totalmente particular, sua produção é formada por labirintíticos processos de arquivamento. Acumulação, sobreposição e mumificação de tudo que ele conhecia do mundo para ser entregue a Deus após sua morte. Ela revigora a conexão da arte com o sagrado que existiu na aurora da cultura humana, e penetra na “condição originária de participação mística” mencionada por Jung, transita no terreno de “forma mítica” definida por Cassirer como aquela que surge na decorrência de uma transformação, na qual uma impressão é levantada da esfera do comum, do cotidiano e do profano e impelida para a esfera do sagrado, do significativo do ponto de vista mítico religioso, sendo esta transformação a criação da própria classe em que ocorre essa passagem, colocando linguaje e mito numa relação indissociável.  Ele ensina que o humano criou o divino pra amenizar as dores de existência.

(Fragmento do ensaio de Divino Sobral para o catálogo da exposição Venham As Virgens Em Cardumes e da Cor das Auras do Museu Artur Bispo do Rosário)

Desde 1998 estávamos pensando em abrir o mundo de Artur Bispo do Rosário. Sergipano – Negro – Marinheiro – Boxer – Esquizofrênico e paranoico que passou seus últimos cinquenta anos vividos na Colônia Juliano Moreira onde produziu 800 peças que, descobertas por críticos, o transformaram num ícone da arte contemporânea brasileira.

Certamente precisamos de todos esses anos para amadurecer, aprender a olhar o mundo com outros olhares e perspectivas para poder penetrar no universo do Artur.

Descobrimos que esse universo era como o próprio universo galáctico que se expande, faz conexões, se interliga, se amálgama e cada vez que se olha para o espaço se descobrem novas estrelas, planetas, galáxias, novos mundos, novas possibilidades.

Certamente tudo isso não cabe num espetáculo, deverão ser dois ou três, mas estamos apresentando o Ensaio Primeiro sobre ARTUR. Um mundo que contagia e surpreende a quem entra nele, como foi com Barbot, Wilson, Éder, Thiago e eu que acabamos realizando um verdadeiro trabalho coletivo onde entra dança, teatro físico, performance e grande disponibilidade emocional e, ao mesmo tempo desprendidos seja de vícios, mesquinharias ou medos, jogando-se no trabalho sem rede. Sem esquecer Luiz Monteiro que foi uma semente importante para semear o terreno a ser cultivado.

Ficha Técnica

Criação Cênica Coletiva

Pesquisa, roteiro final e direção Gatto Larsen – Intérpretes Wilson Assis, Éder Martins de Souza e Thiago Viana  – Iluminação César de Ramires

Supervisão, figurino, obras de arte e participação especial Rubens Barbot

Organização de movimentos Luiz Monteiro.

Direção de arte Rubens Barbot e Gatto Larsen

Produção executiva e contrarregra Renata Leobons

Produção Terreiro Contemporâneo

Data: 26/04
Horário: 20h
Duração: 65 minutos
Classificação: 16 anos
Valor: R$10,00 (inteira) R$5,00 (meia)

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