Em um processo criativo onde o eixo central opera através de assimilações, transformações e apropriações, a palavra “Samplers” aparece em uma condição sine qua non para definir a primeira obra dessa “nuvem” artística denominada Rio Hop, que reaparece, após 13 anos de ausência, a cena carioca da dança.
Urbano e atual, sampler servia como termo, na década de 40, para designar amostras colhidas em exames médicos e pesquisas qualitativas, no entanto, o sentido contemporâneo adquirido, onde este dá nome a um tipo de aparelho que permite gravar, manipular, remixar trechos de músicas, chega para complementar às devidas intenções dramatúrgicas dessa obra. O verbo “samplear”praticamente vira sinônimo para recombinação de materiais ja existentes, sem receio, sem pudor,… o que simboliza, merecidamente, a liberdade que uma produção artística precisa ter.
Samplers traz consigo a subjetividade humana, explorando a capacidade de recombinação de muitas das diversidades encontradas dentro desse conjuntos de artísticas reunidos, vangloriando, suas preferências, “gostos pessoais”, escolhas, mainstream,…Estes diálogos gerados durante todo processo criativo, certamente, proporcionarão interessantes resultados ao espaço cênico, através de um “produto inacabado”, onde as possibilidades de samplear e remixar corpos e vidas se tornam infinitas.
Rio Hop
A Rio Hop foi criada em 1999, inicialmente por um grupo de amigos, praticantes de Danças Urbanas, moradores do bairro de Vila Isabel, Zona Norte, no Rio de Janeiro. Primeiramente, surgiu com a proposta de apresentar, nos palcos dos festivais competitivos através trabalho coreográfico de excelência e muita criatividade. Sob a liderança de Ugo Alexandre, o projeto obteve êxito em seu desenvolvimento e colaborou para popularização da arte, principalmente no estado do Rio de Janeiro, contribuindo para o surgimento de novos talentos e olhares para o cenário da dança carioca. Contando com a importante colaboração artística de Fernando Coolbano e Aline Amado, o grupo em pouco tempo se tornou uma das grandes referências das Danças Urbanas no Brasil, refletindo em grandes resultados nos festivais de significativas expressividade no circuito nacional.
Após 13 anos de espera, a Rio Hop retorna para atuar em sua cidade, por meio do projeto Ocupa Cacilda, com a peça “Samplers”. A cia permanece com a mesma intencionalidade de sua formação inicial, embora hoje em dia, busque em seus processos criativos, um olhar colaborativos em suas investigações, levando ao público um trabalho de qualidade ímpar e de muita criatividade.
Ficha Técnica
Direção e concepção – Ugo Alexandre
Assistente de Direção – Tamara Catharino
Produção – Ugo Alexandre e Tamara Catharino
Lighting Designer – Leandro Barreto e Ugo Alexandre
Projeto de Luz – Leandro Barreto
Produção Musical – DuonZ / Leozin Laureano
Publicidade e Marketing digital – Rafael D’Eça
Fotos e videos – Duophono & CopacabanaLab
Intérpretes-Criadores: Diogo Nescau, Igor Martins, Kapu, Leonardo Laureano, Natália Bittar, Sabrina Vaz, Tamara Catharino, Thiago Lacerda ( Tito )
Apoio: Estação da Dança e Duophono.
Serviço: Nome completo do evento/espetáculo: Samplers Data: 13, 14 e 15 de abril de 2018. Horário: Sexta e sábado às 20h, domingo às 19h. Valor do ingresso: R$ 20,00 inteira, R$ 10,00 meia. Classificação: 14 anos Local de venda: Bilheteria do Centro Coreográfico - sexta e sábado de 15h às 20:30, domingo de 15h às 19:30h.
