Fina Camada | Vivá Cia de Dança   – 23 a 25 de Março

Fina Camada | Vivá Cia de Dança  

…E quantas décadas de história podem conter em uma fina camada de poeira? Através de uma conexão direta das artes, o espetáculo de dança contemporânea traz para o palco, uma forma visual de interface entre a memória de peças guardadas (antiquários, sebo, coleção…) com a multimídia do olhar do novo século. A desenvoltura da poesia coreográfica forja o movimento e cria sequências a partir deste rico material sensorial. Contudo, em nuances de contemporaneidade de processos internos de ressignificações, e mais precisamente, de mobilização da camada de visibilidade que é exposta claramente pela expressão corporal trazido na emoção fazendo uma ponte direta entre a história, arte e o movimento. A obra se deixa ser afetada pelo tom de surrealismo digital e transforma um museu cênico de emoções visuais e afetivas. É uma visita ao passado através de memórias trazidas ao longo dos séculos que carregam consigo rancores, desejos, alegria, saudades, medos, admiração e tradição faz aflorar o valor sentimental do peso das verdadeiras preciosidades como testemunhos de uma época que não existe mais. É a história pessoal de cada objeto em relação aos valores inestimáveis para aquele que os tem guardados. A quantidade de curiosidades é impressionante a partir da descoberta corporal que expressa a força induzida e consolo construído pelos personagens, narra a uma história de um geração onde a tradição é defendida e o moderno as vezes nem sempre é o novo. Estes objetos: cristaleiras, lustres, cristais, estantes, espelhos, quadros, tapetes, louças, cerâmicas, estátuas até mesmo frascos de perfume do século passado são os cobertos pela percepção da camada de memórias e é, portanto um estado de afeição, condicionados por um intervalo do tempo. Em FINA CAMADA não existe memória do presente no presente, pois o presente é o objeto apenas de percepção, e o futuro feito é sempre feito de expectativas, porém o objeto da memória é o Passado. Toda memória, portanto implica um intervalo de TEMPO e ninguém sabe exatamente em que partes do cérebro se escondem, é desta coleção de imagens que surge a força poética do movimento – uma viagem no tempo ao tempo.

Direção: Carlos Fontinelle

Duração: 55 minutos
Data: 23 a 25 de março de 2018
Horário: Sexta e Sábado às 20h e Domingo às 18h
Valor: R$30 (inteira) e R$10 (meia)
Local: Teatro Angel Vianna
Classificação: Livre

 

 

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