Um evento, uma intervenção política, um ritual, ou uma pura ação ou presença.
Um conceito que contesta a si mesmo, como a arte e a democracia, que não somente consideram, senão que incorporam o desacordo em si mesmos.
Ofélia olhos d’água ou Territórios Movediços abre frestas para se pensar na condição do amor nos dias de hoje e nas questões de gênero que estão sendo finalmente discutidas.
A personagem Ofélia, do clássico shakespeariano, funciona como uma metáfora para várias outras mulheres, famosas ou não, que conhecemos ou não, para se pensar nas condições que o gênero impõe.
Que tipo de informações são exaltadas em uma mulher, o que se espera que ela faça?
Estas questões são pertinentes mais do que nunca na atualidade, num momento de crise do poder, de manifestações e muita violência, onde é urgente dar voz às mulheres e mais do que isso, por parte de quem tem o poder, não achar que isso é um favor.
A performance, através da dança, fala de poder, de abuso de poder, de submissão e das conseqüências destes abusos para a sociedade em geral.
Esta performance foi contemplada pelo edital Viva o Talento! 2015.
Dia 2 de Abril, Sábado, às 19h
Entrada gratuita
Classificação: 16 anos
Ficha técnica:
Criação, direção e atuação: Camila Fersi
Assistente de direção: Gabriela Jung
Provocação: Laura Noronha
Trilha sonora: Coletivo Instantâneo
Vídeo projeção ‛Ofélias’:
Direção, filmagem e edição: Ariana Lorenzino
Performance :: Aldiane Dala Costa, Ana Clara Amaral e Camila Fersi
Vídeo animação ‛2+2=5’ :: Gastón Viñas
Vídeo projeção ‛Céu’ :: Gabriela Jung e Thalia Fersi
Contra regragem e operação de audio, luz e projeção: Eduardo Esper e Gabriela Jung
Direção, filmagem e edição: Ariana Lorenzino
Performance: Aldiane Dala Costa, Ana Clara Amaral e Camila Fersi
Realização e produção: Coletivo Instantaneo
Patrocínio: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura
Apoio: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro
Agradecimentos: Andria Pivicevic, Edith Fersi, Eduardo Esper, Gil Santos, Núcleo Fuga!, Paula Mori e toda equipe do Centro Coreográfico.
