A MÁQUINA DE DESENHAR de Michel Groisman

A Máquina de Desenhar é uma traquitana mirabolante que serve para criar pinturas coletivas. A cada vez oito pessoas do público são convidadas a usar esta estranha engenhoca puxando cordas e abrindo e fechando o registro das diferentes cores, fazendo surgir uma pintura inesperada, fruto da interação dos diferentes autores.

Esta estranha máquina tem as medidas de 2 x 2 x 2 metros, e é composta por uma estrutura conectada à cordas, roldanas, rolamentos e eixos móveis, com garrafas de tinta e mangueiras. Quatro pessoas controlam o movimento do pincel, enquanto outras quatro controlam o fluir das cores. As pinturas resultantes são ofertadas aos próprios participantes, e então outras oito pessoas são convidadas a tomar posto na Máquina para realizar novas pinturas.

A cada dia de atividade a Máquina de Desenhar fica disponível ao público durante algumas horas, durante as quais diversas pessoas têm a oportunidade de utilizá-la com o acompanhamento do artista Michel Groisman, inventor da Máquina.

A atividade com a Máquina de Desenhar abrange tanto um publico interessado em arte de vanguarda como um público leigo, mostrando que a arte contemporânea pode ser lúdica, experimental, sensorial e acessível a todos. Brincando de pintar com a Máquina, cada um tem a possibilidade de reconhecer a sua potencialidade criativa e a potencialidade do outro enquanto parceiro de criação, já que os desenhos são criados em conjunto.

 

MICHEL GROISMAN é artista, inventor e performer; desenvolve desde 1999 um trabalho que integra arte visual, dança e jogo, criando equipamentos para serem utilizados com o corpo. Recebeu o apoio das bolsas de pesquisa: Rioarte (2004), Vitae (2002) e Uniarte da Faperj (2000), Programa Rumos Artes Visuais (1999), Rumos Dança (2009), e Prêmio Funarte Klauss Vianna 2014. Seu trabalho vem sendo mostrado em museus e festivais, como: MoMA (New York, 2014), Festival Temps D’Image (Paris, 2012); Worlds Together Conference, Tate Modern (Londres, 2012); Lig Art Hall (Coreia do Sul, 2012); PS 122 (NY, 2011); 29a Bienal de São Paulo (2010); Centro de Arte Reina Sofia (Madrid, 2008); Festival In Transit (Berlim, 2001 e 2006); Ikon Gallery (Birmingham, Inglaterra, 2006); Don’t Call It Performance, El Museo Del Barrio (NY, 2004); Festival de La Batiê (Geneva, 2002); Tempo, MOMA de New York (2001); II Bienal de Lima (Peru, 2000); Encontros Acarte (Lisboa, 2000); e Panorama da Arte Brasileira do MAM-SP (1999), entre outros. Michel começou a desenvolver equipamentos corporais no período em que frequentou a faculdade de música, onde se formou como professor. Foi nesta época que descobriu que poderia inventar novos instrumentos, e que estes não precisavam ser musicais, poderiam ser instrumentos que servissem para uma auto-investigação de si mesmo e para a interação com o outro.

A MÁQUINA DE DESENHAR
Dia 20 de Fevereiro de 2016, sábado, às 17h.
Entrada gratuita
Classificação Livre

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