Em um espetáculo dinâmico de 40 minutos, três artistas (dois bailarinos e um músico) realizarão experiências analógico-digitais usando passos de sapateado em diferente matérias: líquidas, sólidas, viscosas, granulares… Gerando assim texturas sonoras variáveis. Tais sons captados e processados em tempo real serviram de parâmetros diferenciais na geração de imagens procedurais.
O sapateado gera sons. Os sons geram imagens. A música se cria influenciada pelas texturas sonoras e paralela aos movimentos dos bailarinos cria um sistema circular entre som, matéria, corpo e projeção visual. Texturas sonoras resultantes destas coreografias serão acompanhadas por uma trilha criada por instrumentos eletrônicos cuja tecnologia oriunda dos anos 50 e 60 presta homenagem aos pioneiros da música eletroacústica brasileira. As imagens se modificam devido ao movimento dos bailarinos e as características das texturas. A pesquisa coreográfica se apresenta a partir da reverberação do corpo causada pelo impacto dos pés. Entre linhas e diagonais o corpo explora sua tridimensionalidade. Os passos do sapateado servem como ferramentas protolinguisticas criando uma comunicação pessoal com a máquina computacional.
Dias 25 de Novembro de 2015
Horário: 20h
Entrada gratuita
Classificação: Livre
Ficha técnica:
Direção artística, coreografia e performance: Flávia Costa
Direção artística, manipulação sonora e visual: Negalê Jones
Performance: Lucas Santana
Produção Executiva: Cida de Souza
